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Qual é a melhor cidade para se morar no Brasil? Este ranking respondeu

Levantamento avaliou saúde, educação, renda, saneamento, mobilidade e meio ambiente para descobrir quais grandes cidades brasileiras mais se destacam em qualidade de vida

8 set 2026 - 18h10
Resumo
O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) 2026 apontou Brasília como a melhor grande cidade para viver no país, superando Curitiba e São Paulo com 61,71 pontos. O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros em cem indicadores ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Pela primeira vez, a média nacional superou 50 pontos, com melhora em 70% das cidades, embora o alto desenvolvimento ainda beneficie uma pequena parcela da população.

O que torna uma cidade realmente boa para viver? Ter oportunidades de emprego certamente importa, mas qualidade de vida envolve muito mais. Acesso à saúde, educação, saneamento, moradia, mobilidade, segurança econômica e condições ambientais também ajudam a determinar o quanto um município consegue oferecer bem-estar aos seus moradores.

Ranking revela cidade com melhor qualidade de vida do Brasil em 2026, considerando saúde, educação, renda, saneamento e mais
Ranking revela cidade com melhor qualidade de vida do Brasil em 2026, considerando saúde, educação, renda, saneamento e mais
Foto: Reprodução: Breno Fortes/Getty Images / Bons Fluidos

E um novo levantamento mostra quais grandes cidades brasileiras mais avançaram nesse conjunto de fatores. O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil (IDSC-BR) de 2026 colocou Brasília (DF) na liderança entre os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes.

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Curitiba (PR) conquistou a segunda posição, enquanto São Paulo (SP) ficou em terceiro lugar, com uma diferença de apenas 0,14 ponto em relação à capital paranaense. Mais do que eleger os melhores lugares para morar, o estudo ajuda a entender como as cidades brasileiras estão avançando - ou ainda precisam avançar - em aspectos diretamente ligados à vida de seus habitantes.

Como é medida a qualidade de vida das cidades?

O IDSC-BR acompanha todos os 5.570 municípios do país e utiliza 100 indicadores para chegar à pontuação de cada um. Em vez de olhar somente para a riqueza produzida pela cidade, a análise reúne diferentes dimensões da vida urbana. Entram nessa conta aspectos relacionados à saúde, educação, trabalho, renda, pobreza, moradia, saneamento, mobilidade, desigualdade, meio ambiente e emissões de carbono, entre outros.

Os indicadores são associados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas que aborda desafios sociais, econômicos e ambientais.

Cada município pode receber uma pontuação de zero a 100. Quanto mais alta, maior é o avanço daquela cidade em direção aos objetivos analisados. Os dados utilizados vêm de bases públicas e oficiais, entre elas as do IBGE, DataSUS e Inep.

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Brasília assume a liderança entre as grandes cidades

Na edição de 2026, Brasília alcançou 61,71 pontos e ficou no topo do recorte que considera apenas municípios com mais de meio milhão de habitantes. A capital federal também apresentou uma evolução significativa em comparação ao levantamento anterior. Sua pontuação passou de 57,67 para 61,71, permitindo que ultrapassasse São Paulo. Entre as grandes cidades analisadas, Brasília foi ainda a única a atingir a faixa classificada pelo índice como de desenvolvimento alto.

Curitiba veio logo atrás, com 58,15 pontos, enquanto São Paulo registrou 58,01. A pequena diferença entre as duas mostra uma disputa bastante apertada pelas primeiras posições.

São Paulo se destaca com quatro cidades entre as dez primeiras

Apesar de Brasília ocupar a liderança individual, o estado de São Paulo é quem possui mais representantes no top 10. Além da própria capital paulista, aparecem Ribeirão Preto, na quarta colocação; São José dos Campos, em sexto lugar; e Sorocaba, que ocupa a décima posição.

O Paraná tem dois municípios na lista: Curitiba e Londrina. Minas Gerais também aparece duas vezes, representado por Contagem e Uberlândia. Já Florianópolis é a representante de Santa Catarina entre as dez cidades de grande porte mais bem posicionadas.

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Veja as 10 grandes cidades com melhor qualidade de vida em 2026

Considerando exclusivamente os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes, o ranking ficou assim:

  1. Brasília (DF) - 61,71 pontos
  2. Curitiba (PR) - 58,15 pontos
  3. São Paulo (SP) - 58,01 pontos
  4. Ribeirão Preto (SP) - 57,68 pontos
  5. Londrina (PR) - 57,59 pontos
  6. São José dos Campos (SP) - 56,27 pontos
  7. Contagem (MG) - 56,11 pontos
  8. Florianópolis (SC) - 55,89 pontos
  9. Uberlândia (MG) - 55,22 pontos
  10. Sorocaba (SP)  55,07 pontos

Cidades brasileiras avançaram em 2026

Além das posições individuais, o levantamento deste ano trouxe uma notícia positiva sobre o cenário nacional. Pela primeira vez desde que o acompanhamento começou, em 2015, a média dos 5.570 municípios brasileiros ultrapassou a marca de 50 pontos. Em 2026, o resultado nacional chegou a 51,22 pontos, entrando na faixa intermediária estabelecida pelo índice.

Outro dado chama atenção: sete em cada dez municípios apresentaram melhora em sua pontuação. Apesar do avanço, o cenário mostra que ainda existe bastante espaço para evolução. Apenas 271 municípios brasileiros atingiram o patamar considerado alto. Juntos, eles concentram aproximadamente 7,8 milhões de habitantes.

Ou seja, embora boa parte das cidades esteja avançando, alcançar níveis elevados e equilibrados de desenvolvimento ainda é realidade para uma parcela pequena do país.

Qualidade de vida vai muito além de uma cidade rica

Um dos pontos mais interessantes do ranking está justamente na maneira como ele interpreta o desenvolvimento. Uma economia forte não garante, sozinha, uma boa colocação. Para avançar no índice, uma cidade precisa apresentar resultados em diferentes áreas que interferem diretamente na rotina da população.

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Ter acesso a saneamento, encontrar serviços de saúde e educação, conseguir se deslocar pela cidade e viver em um ambiente que enfrente desigualdades e desafios ambientais também fazem parte dessa equação.

Por isso, rankings como o IDSC-BR ajudam a mostrar que qualidade de vida não depende apenas do tamanho ou da riqueza de uma cidade, mas de quanto esse desenvolvimento consegue se transformar em melhores condições de vida para quem mora nela.

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