Filhote de macaco-prego é resgatado após ser encontrado ao lado da mãe atropelada em rodovia do Espírito Santo; o animal foi encaminhado para cuidados veterinários e reabilitação.
Um filhote de macaco-prego foi encontrado agarrado com o corpo da mãe, que foi atropelada em uma rodovia que corta a Floresta Nacional (Flona) de Pacotuba, no interior de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, nesta terça-feira, 13. O animal surpreendeu os funcionários ao parecer ‘chorar’ junto à mãe.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
O macaca-prego foi atropelada por um veículo na Rodovia João Domingos Zago. Os colaboradores da Flona o avistaram no meio da via e, ao se aproximar, viram que se tratava de uma fêmea, que carregava o filhote.
“Infelizmente, a fêmea já havia vindo a óbito e o filhote ainda tinha sobrevivido. Foi nesse momento que eles até gravaram aquele videozinho no asfalto, o filhote desesperado, inconsolável, sem entender o que estava acontecendo”, explica a bióloga e agente da Flona, Aline Mota. O animal emitia gritos que pareciam um choro.
“Ele estava vocalizando de forma agonística, estava realmente sofrendo, foi uma cena muito comovente para a gente que trabalha aqui, foi uma das cenas mais tristes que a gente já presenciou”, desabafa a profissional.
Ela conta que é a primeira vez que a equipe se depara com uma situação como essa, em que a mãe vai a óbito e só resta o filhote vivo, mas que a reação do bichinho é comum. “Os primatas têm e cultivam laços afetivos”, salienta.
Segundo Aline, os agentes recolheram o corpo da mãe e resgataram o filhotinho, tentando uma reaproximação dele com o bando. A equipe passou o resto do dia ali com o animal, mas não teve sucesso em fazer com que o bando visse recuperá-lo.
Então, a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou os cuidados iniciais com o macaquinho-prego e ele passou por avaliação veterinária. Depois, foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde será acompanhado por veterinários e, posteriormente, deve ser direcionado ao Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (CEREIAS).