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O que é tuberculose peritoneal, condição que causou a morte de Erlan Bastos?

O apresentador, que atualmente estava à frente do programa 'Bora Amapá', faleceu no último sábado (17) após complicações da doença

19 jan 2026 - 14h40
(atualizado às 14h55)

O jornalista e apresentador do programa 'Bora Amapá', na NCTV, Erlan Bastos morreu no último sábado (17), aos 32 anos, após complicações de uma tuberculose peritoneal. A doença, considerada rara, apresenta dificuldade de diagnóstico e alta taxa de mortalidade, de acordo com dados da Universidade de São Paulo. 

O apresentador Erlan Bastos, que atualmente estava à frente do 'Bora Amapá', faleceu no último sábado (17) após complicações da doença
O apresentador Erlan Bastos, que atualmente estava à frente do 'Bora Amapá', faleceu no último sábado (17) após complicações da doença
Foto: Reprodução/Instagram@erlan_brasil / Bons Fluidos

Erlan Bastos relatou sintomas ao vivo

Pouco antes de falecer, o famoso compartilhou com o público que vinha sofrendo com suor excessivo, inchaço na região do abdômen, fraqueza e dores no peito. De acordo com Bastos, em um primeiro momento, os sinais foram associados apenas a gases. Foi somente na quarta ida ao hospital, contudo, que a equipe médica identificou o diagnóstico de tuberculose peritoneal.

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"O médico olha e fala bem assim: você tem que ir pro Hospital de Emergência agora porque você está com uma infecção. Naquela hora, fiquei em estado de choque, porque no dia anterior eu tinha passado por uma médica, que viu os mesmos exames e me mandou pra casa. Fui para o HE e me internaram imediatamente", relatou o apresentador durante uma transmissão ao vivo.

Erlan, então, passou quatro dias na instituição e recebeu alta após a melhora do quadro. Dias depois, no entanto, em 16 de janeiro, voltou a ser internado e entubado. Já no sábado (17), a NC TV Amapá confirmou a morte do jornalista em decorrência de complicações da tuberculose.

Entenda a condição

A enfermidade, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, é uma variação que ocorre fora dos pulmões. Nesse caso, o microrganismo afeta o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal. Além disso, com a progressão da doença, pode atingir órgãos como estômago, fígado e intestino.

Esse avanço é comum na maioria dos diagnósticos, pois os sintomas, como ocorreu com Bastos, tendem a ser confundidos com outras enfermidades, principalmente de origem estomacal. Dessa forma, resulta no atraso do tratamento, o que reduz sua eficácia e eleva o risco de morte. Por isso, diante de suspeitas, é fundamental a realização de exames de imagem ou até mesmo biópsias para a confirmar a infecção.

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