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Meias cortadas na Copa do Mundo: entenda por que jogadores estão fazendo furos nas panturrilhas

Os furos nos meiões chamaram a atenção durante a Copa do Mundo de 2026, mas especialistas afirmam que a prática não melhora o desempenho físico dos atletas

7 jul 2026 - 22h28

Quem acompanhou os jogos da Copa do Mundo de 2026 provavelmente reparou em um detalhe curioso no uniforme de vários atletas: grandes furos na região das panturrilhas dos meiões. A prática virou assunto nas redes sociais e levantou dúvidas sobre uma possível vantagem dentro de campo. No entanto, segundo informações publicadas pela 'Época Negócios', especialistas afirmam que ainda não existem evidências científicas de que cortar as meias melhore o desempenho dos jogadores. Embora o visual tenha se tornado uma marca registrada de alguns atletas, a explicação parece estar muito mais ligada ao conforto do que à performance.

Os furos nos meiões chamaram atenção durante a Copa do Mundo, mas ainda não possuem benefícios comprovados pela ciência
Os furos nos meiões chamaram atenção durante a Copa do Mundo, mas ainda não possuem benefícios comprovados pela ciência
Foto: Tom Jenkins/ Getty Images / Bons Fluidos

Por que os jogadores cortam as meias?

Os meiões utilizados no futebol profissional são fabricados para ficarem bastante ajustados às pernas. Além de manterem as caneleiras firmes, eles oferecem suporte aos tornozelos, aos pés e às panturrilhas durante a partida. Entretanto, alguns jogadores relatam sentir aperto excessivo na região da panturrilha, principalmente durante partidas mais intensas. Em alguns casos, essa compressão provoca desconforto, sensação de formigamento e até dormência. Por isso, muitos atletas fazem pequenos cortes no tecido para aliviar essa pressão.

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O que acontece com a panturrilha durante o jogo?

Segundo especialistas ouvidos pela revista 'Wired', existe uma explicação biomecânica para essa sensação. Durante corridas, arrancadas e mudanças rápidas de direção, os músculos da panturrilha aumentam de volume repetidamente. Como consequência, o meião pode pressionar ainda mais a musculatura em alguns atletas, aumentando a sensação de aperto. Nesse contexto, cortar o tecido pode proporcionar uma percepção maior de conforto ao longo da partida.

A prática melhora o desempenho?

Até o momento, a resposta da ciência é não. Apesar da popularidade da técnica, nenhum estudo comprovou que fazer furos nas meias melhora a velocidade, reduz o risco de lesões ou evita cãibras. Pelo contrário. Pesquisas sobre roupas de compressão mostram que, quando possuem o ajuste adequado, elas podem até ajudar na recuperação muscular após exercícios intensos, reduzindo inflamações e favorecendo o retorno do atleta às atividades. Ou seja, retirar parte dessa compressão não necessariamente traz benefícios físicos.

Então por que tantos jogadores continuam fazendo isso?

A principal explicação pode estar no chamado efeito psicológico. Quando o atleta acredita que está mais confortável, ele tende a se sentir mais confiante para correr, acelerar e realizar movimentos explosivos. Embora essa sensação possa influenciar a maneira como ele percebe o próprio corpo durante a partida, isso não significa que exista um ganho real de desempenho. Em outras palavras, a confiança aumenta, mas a capacidade física continua praticamente a mesma.

Tendência ou necessidade?

Além do conforto, a prática acabou se transformando em uma tendência entre jogadores profissionais. Assim como acontece com chuteiras, bandagens e diferentes formas de usar o uniforme, muitos atletas também reproduzem hábitos adotados por colegas ou jogadores de destaque. Dessa forma, os jogadores cortarem as meias passaram a fazer parte da estética do futebol moderno e ganharam ainda mais visibilidade durante a Copa do Mundo.

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Vale a pena copiar?

Embora os cortes não representem um risco para quem pratica futebol de forma recreativa, especialistas ressaltam que eles também não oferecem benefícios comprovados. Para a maioria das pessoas, escolher meiões com tamanho adequado e boa elasticidade costuma ser suficiente para garantir conforto durante a prática esportiva. Assim, mesmo que os furos nas panturrilhas tenham virado uma das curiosidades da Copa do Mundo de 2026, a ciência ainda não encontrou motivos para afirmar que eles realmente fazem diferença dentro de campo.

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