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"Envelhecer não significa amadurecer": Mônica Martelli fala sobre cuidar dos pais na velhice

Atriz refletiu sobre a mudança de papéis entre filhos e pais e defendeu respeito à autonomia durante o envelhecimento

20 ago 2026 - 18h31
Resumo
A atriz Mônica Martelli refletiu sobre o desafio de cuidar dos pais na velhice e aceitar a fragilidade de quem sempre protegeu os filhos. Ela ressaltou que ampará-los não significa infantilizá-los, defendendo o respeito à história e à autonomia dos idosos para preservar sua dignidade. Mônica pontuou que envelhecer não é sinônimo de amadurecer e destacou a importância de cultivar relações saudáveis e serenidade para viver essa fase com sabedoria, apoio e afeto.

Mônica Martelli falou sobre uma das mudanças mais delicadas da vida adulta: acompanhar o envelhecimento dos pais. A atriz acha que aceitar que aquelas pessoas que sempre ofereceram proteção e segurança também podem precisar de ajuda exige lidar com a própria percepção sobre a passagem do tempo.

Mônica Martelli refletiu sobre os desafios de acompanhar o envelhecimento dos pais
Mônica Martelli refletiu sobre os desafios de acompanhar o envelhecimento dos pais
Foto: Reprodução Instagram/@monicamartelli/Canva / Bons Fluidos

"A gente tem muita resistência em ver os nossos pais envelhecendo", afirmou. Segundo ela, a dificuldade aumenta quando os filhos percebem que os pais já não possuem a mesma energia e disposição de décadas atrás.

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Quando os papéis começam a mudar

Para Mônica, um dos momentos mais simbólicos acontece quando os filhos percebem que precisam oferecer aos pais o mesmo apoio que receberam durante a infância.

"Aquela pessoa que segurava a nossa mão pra gente atravessar a rua, hoje precisa da nossa mão pra ela caminhar", refletiu. Além disso, ela relacionou essa mudança à consciência sobre a finitude da vida. Por isso, segundo a atriz, muitos filhos demoram para aceitar a fragilidade dos pais. Afinal, durante boa parte da vida, eles ocupam o lugar de quem encontra soluções, protege e oferece segurança.

Pais idosos não são crianças

Apesar da mudança na dinâmica familiar, Mônica fez uma distinção importante. Para ela, os filhos não precisam assumir o papel de pais dos próprios pais.

"Eu não acho que a gente vira pai ou mãe dos nossos pais", afirmou. A atriz explicou que uma criança ainda está em processo de aprendizado, enquanto uma pessoa idosa carrega uma história, valores e experiências que precisam ser respeitados. Nesse sentido, tratar um pai ou uma mãe idosa como alguém incapaz de tomar decisões pode ultrapassar o cuidado e se transformar em desrespeito. Para Mônica, preservar a dignidade também faz parte de acompanhar o envelhecimento.

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Envelhecer também exige responsabilidade

A atriz também chamou atenção para outro aspecto do processo: envelhecer não significa necessariamente amadurecer. Por isso, ela defendeu que cada pessoa também deve pensar em como deseja chegar à velhice.

"Na velhice a gente pode potencializar o nosso pior ou o nosso melhor", afirmou. Dessa maneira, cuidar das relações e desenvolver uma convivência mais leve também pode fazer parte da preparação para essa fase da vida.

Um desejo para o futuro

Ao final, Mônica deixou uma reflexão sobre o tipo de velhice que deseja para si e para quem acompanha seu conteúdo. Ela falou sobre chegar aos últimos anos com sabedoria, serenidade e pessoas próximas.

"Eu desejo pra mim e pra vocês, que fiquem bem velhinhos, com sabedoria, serenidade, um braço pra te apoiar e um coração por perto pra te amar", concluiu.

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