Em homenagem ao aniversário de Cora Coralina, Gabriel Chalita destacou a inspiradora trajetória da poeta goiana. Após enfrentar grandes desafios pessoais, como escândalos, perdas familiares e a viuvez, ela aprendeu datilografia aos 70 anos e publicou seu primeiro livro aos 75. Sua vida e obra, marcadas pela capacidade de encontrar beleza nas dificuldades, provam que a idade não é um obstáculo para a realização pessoal e mostram como a literatura eternizou seu legado de sensibilidade e superação.
No dia 20 de agosto, data de aniversário de Cora Coralina, Gabriel Chalita fez uma homenagem à escritora e poeta goiana. No vídeo, ele relembrou momentos marcantes de sua trajetória e destacou como a autora encontrou na escrita uma forma de expressar suas experiências e enxergar beleza mesmo diante das dificuldades.
Uma vida marcada por desafios
Cora Coralina nasceu em Goiás e, ainda jovem, viveu uma história de amor que provocou escândalo em sua cidade. Segundo Chalita, ela se apaixonou por um homem mais velho e casado e acabou deixando Goiás com ele, seguindo para o interior de São Paulo. Durante a vida, teve seis filhos, mas perdeu dois deles. Depois, ficou viúva e retornou para Goiás. Ainda assim, sua história com a literatura só ganharia força muitos anos mais tarde.
A literatura chegou mais tarde
Aos 70 anos, Cora Coralina entrou em uma escola de datilografia. Cinco anos depois, aos 75, publicou seu primeiro livro. A trajetória da escritora se tornou, assim, um exemplo de que novos caminhos podem surgir em diferentes momentos da vida. Para Chalita, sua história mostra que a idade não precisa determinar o momento em que uma pessoa encontra aquilo que realmente a realiza.
"Quebrando pedras e plantando flores"
Ao falar sobre a obra de Cora, Chalita destacou a presença de delicadeza, filosofia e reflexões sobre as contradições da existência. Para ele, seus textos reconhecem tanto as dificuldades quanto os momentos de contemplação e amor. A ideia aparece na imagem de "quebrar pedras e plantar flores". Afinal, enquanto as pedras representam a dureza e o sofrimento da vida, as flores simbolizam inspiração, amor e aquilo que torna a caminhada mais bonita.
Uma inspiração para encontrar o que faz florescer
Para Chalita, a história de Cora Coralina também provoca uma reflexão sobre os desejos de cada pessoa.
"O que me realiza? O que me faz bem? O que me faz florescer amor no mundo?", questionou. No caso da escritora, a resposta acabou sendo a literatura. Antes disso, porém, ela também trabalhava com doces, atividade que Chalita relacionou à maneira como Cora teria adoçado a vida de outras pessoas com sua própria doçura.
Uma história que permanece
Ao final da homenagem, Gabriel Chalita afirmou que Cora Coralina não morreu, mas se eternizou por meio de seus versos e de sua trajetória dedicada à poesia e ao amor. Sua história continua, portanto, como uma lembrança de que nunca é tarde para descobrir novos caminhos e transformar experiências de uma vida inteira em palavras.