O excesso de açúcar, presente em ultraprocessados, associa-se a dezenas de doenças graves. Para que a ingestão não supere os 10% diários recomendados pela OMS, a nutricionista Luisa Nunes orienta não adoçar bebidas, aumentar o consumo de água, priorizar alimentos amargos, comer menos chocolate, higienizar os dentes após comer e evitar jejuns longos. A especialista contraindica os adoçantes, visto que mantêm a mente viciada no sabor doce, além de pesquisas associarem o eritritol a riscos cardíacos.
O consumo de açúcar está cada vez mais presente no nosso dia a dia, pois faz parte da composição de diversos alimentos processados. Este fator tem preocupado os nutricionistas, já que pode fazer com que o número de pessoas com diabetes, obesidade e outros problemas de saúde aumente. E, segundo o estudo publicado na revista The BMJ, a ingestão exagerada pode estar relacionada a 45 problemas de saúde, inclusive ligados à disfunções do cérebro.
O que fazer para parar de comer açúcar?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o consumo de açúcar tem de ser até 10% do total diário de calorias, cerca de 50 gramas. Mas como fazer isso? Para te ajudar, pegamos algumas dicas com a nutricionista da Atma Soma, Luisa Nunes. Confira:
- Primeiramente, evite adoçar bebidas e beba bastante água. "Os adoçantes são impalatáveis e condicionam a mente e o paladar a sempre querer alimentos doces".
- Prefira alimentos amargos. "Opte por follhas, chá de boldo, carqueja, entre outros".
- Menos chocolates. "Diminua o consumo de chocolates e também coma com calma, até o momento que não sinta tanta falta".
- Escove os dentes após as refeições.
- Evite longos períodos de jejum.
Segundo Nunes, se você fizer um pouquinho disso todos os dias, a sua vontade de comer doce vai diminuir. Então, em agradecimento à essas dicas, vamos celebrar o Dia do Nutricionista, que é comemorado neste sábado (31).
Adoçante comum aumenta risco de doenças cardiovasculares
Vale lembrar que um estudo realizado pela Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, sugere que o eritritol pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares como ataque cardíaco e derrame, associando-o à formação de coágulos sanguíneos. Veja mais na matéria.