Nova caneta contra obesidade pode levar à perda de até 32 kg, aponta estudo

Medicamento experimental da Eli Lilly ainda está em fase de testes, mas apresentou perda média de até 28,3% do peso corporal em estudo internacional

25 mai 2026 - 13h09

Uma nova geração de medicamentos para obesidade acaba de ganhar destaque após a divulgação de resultados considerados promissores em um estudo internacional de fase 3. A chamada retatrutida, molécula desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, apresentou perda média de até 31,9 kg entre participantes acompanhados por 80 semanas.

Nova caneta experimental contra obesidade apresentou perda média de até 31,9 kg em estudo internacional divulgado pela Eli Lilly
Nova caneta experimental contra obesidade apresentou perda média de até 31,9 kg em estudo internacional divulgado pela Eli Lilly
Foto: Saúde em Dia

As informações foram divulgadas em reportagem do G1, com dados apresentados pela própria Lilly. Segundo o estudo, participantes que receberam a dose mais alta do medicamento tiveram redução média de 28,3% do peso corporal — um resultado próximo ao observado em alguns casos de cirurgia bariátrica.

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Apesar dos números, a retatrutida ainda é considerada uma molécula experimental e não está aprovada para uso comercial. Atualmente, o medicamento só pode ser utilizado por voluntários que participam dos estudos clínicos da farmacêutica.

O que é a retatrutida?

A retatrutida pertence à mesma família de medicamentos que popularizou nomes como Ozempic e Mounjaro. No entanto, ela atua de maneira diferente por agir em três hormônios ao mesmo tempo.

O remédio é descrito como um agonista triplo dos receptores de GIP, GLP-1 e glucagon, substâncias relacionadas ao controle do apetite, da saciedade, da glicose e do metabolismo energético.

Hoje, os medicamentos mais conhecidos contra obesidade costumam atuar em um ou dois desses mecanismos. A expectativa dos pesquisadores é que a combinação tripla consiga ampliar os efeitos metabólicos e a perda de peso.

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Como foi o estudo?

O estudo, chamado TRIUMPH-1, avaliou mais de 2,3 mil adultos com obesidade ou sobrepeso associado a pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão e alterações metabólicas. Pessoas com diabetes não participaram da pesquisa.

Segundo os dados divulgados pela Lilly, quase metade dos participantes que receberam a dose máxima perdeu pelo menos 30% do peso inicial.

Além da redução do peso corporal, os participantes também apresentaram melhora em indicadores ligados ao risco cardiovascular, incluindo:

  • Circunferência abdominal.
  • Triglicerídeos.
  • Pressão arterial.
  • Inflamação sistêmica.

Medicamento ainda está em testes

Apesar da repercussão dos resultados, a retatrutida ainda precisa passar pelas próximas etapas regulatórias antes de chegar ao mercado. Isso significa que o medicamento segue em fase de avaliação de eficácia e segurança.

Atualmente, outras canetas usadas no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 já são conhecidas no Brasil, como os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. A retatrutida, porém, continua em fase experimental.

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Uso exige acompanhamento médico

Mesmo com o avanço dos medicamentos para perda de peso, médicos reforçam que o tratamento da obesidade deve envolver acompanhamento profissional, mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

Além disso, medicamentos desse tipo não devem ser utilizados sem orientação médica, principalmente devido aos possíveis efeitos colaterais e contraindicações.

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