O governo dos Estados Unidos apresentou nesta quarta-feira (7) um novo conjunto de diretrizes alimentares que rompe com o modelo tradicional da pirâmide nutricional. As orientações passam a colocar as proteínas no centro da alimentação e reforçam o alerta contra produtos ultraprocessados e ricos em açúcar. Com isso, itens como carnes vermelhas, queijos e leite integral ganham mais espaço nas recomendações oficiais.
Ao anunciar as mudanças, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., resumiu a proposta de forma direta: “Comam comida de verdade”. A fala foi feita durante uma coletiva de imprensa dedicada à apresentação das novas regras.
Embora deem maior destaque às proteínas, as diretrizes também incentivam o consumo de frutas e vegetais. Outro ponto central das recomendações é a redução drástica dos carboidratos refinados altamente processados. Entram nessa categoria alimentos como pão branco, tortillas feitas com farinha refinada e biscoitos salgados.
A Associação Americana do Coração manifestou preocupação em nota, alertando que as novas orientações possam estimular o consumo excessivo de gorduras saturadas e de sódio, o que representa um risco à saúde cardiovascular.
Embora o documento permita o uso de sal no preparo de carnes e vegetais, ele reforça a recomendação de evitar alimentos processados e salgados, mantendo inalterados os limites máximos de sódio.
As novas diretrizes afirmam que as pessoas podem obter proteínas de fontes animais, como carne vermelha, aves, frutos-do-mar, ovos e laticínios, e de fontes vegetais, como leguminosas, nozes, sementes e soja.
Alerta para consumo de açúcares entre as crianças
No caso do açúcar, o posicionamento é mais rigoroso. O documento recomenda evitar bebidas açucaradas e restringir ao máximo outras fontes de açúcar adicionado. Em relação às crianças, a nova orientação sugere que o consumo de açúcares adicionados só comece a partir dos 10 anos, um limite bem mais alto do que o adotado anteriormente, que recomendava evitar esse tipo de açúcar até os 2 anos de idade.
Sobre o consumo de álcool, a recomendação é que as pessoas ingiram "menos", mas sem divulgar a quantidade limite ideal.