Em um artigo recente publicado na revista científica Nature Food, especialistas em nutrição da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, defendem que a fibra passe a ser considerada um nutriente essencial após os 50 anos. De acordo com os pesquisadores, nessa faixa etária, a substância pode contribuir para a prevenção de doenças e para o aumento da longevidade.
Benefícios do nutriente essencial
A fibra aparece entre os componentes mais citados quando o assunto é alimentação e saúde. Isso porque a substância influencia processos importantes do organismo, como a digestão. Até o momento, contudo, segundo a Academia de Nutrição e Dietética, a ciência não reconhece a fibra como um nutriente essencial, pois a ingestão insuficiente não provoca, necessariamente, um estado de deficiência com riscos imediatos.
Para compreender melhor o seu real papel no organismo, então, cientistas da Nova Zelândia analisaram mais de 100 anos de pesquisas sobre as propriedades e os efeitos do componente. A revisão mostrou que o aumento do consumo melhora o controle do peso corporal, do colesterol, da glicemia e da pressão arterial. Além disso, os pesquisadores identificaram um menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer colorretal entre pessoas que consomem o nutriente com regularidade.
Décadas de estudos também demonstraram uma redução da probabilidade de morte prematura. Os autores ainda afirmam que novas evidências sobre os benefícios da fibra devem surgir ao longo dos próximos anos. Por isso, eles defendem o reconhecimento da fibra como um nutriente essencial, principalmente para pessoas com mais de 50 anos. E, antes mesmo de uma eventual mudança técnica, recomendam incluir o nutriente na alimentação diária.
"Se concentrar no aumento da ingestão de alimentos ricos em fibras, como grãos integrais, leguminosas, vegetais e frutas inteiras, provavelmente trará benefícios substanciais para a saúde", concluiu um dos responsáveis pelo levantamento, Andrew Reynolds, em comunicado.