Oceanos do mundo batem recorde de calor em junho; primeiro semestre foi o 2º mais quente da história

Segundo o Observatório Europeu Copernicus, os recordes de temperaturas sejam superados nos próximos meses com a combinação do El Niño e do aquecimento global

1 jul 2026 - 01h53
(atualizado às 07h01)

Os oceanos do mundo registraram a maior temperatura média da história no mês de junho de 2026, e a previsão é de que o recorde seja ultrapassado nos próximos meses com os efeitos combinados do El Niño e do aquecimento global. A informação é do Observatório Europeu Copernicus, que divulgou os dados nesta quarta-feira, 1º.

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A temperatura média na superfície do oceano, que cobre dois terços do planeta, foi de 20,98°C em junho, superando o recorde anterior de 20,89°C, estabelecido em junho de 2024.

O primeiro semestre de 2026, como um todo, é o segundo mais quente já registrado, perdendo apenas para o primeiro semestre de 2024.

"As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, que nos levará, mais uma vez, a um território desconhecido", alertou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, em um comunicado.

Ainda segundo ele, "com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o El Niño no horizonte", a expectativa é de que "vejamos outros recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses".

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As temperaturas foram particularmente altas em junho no Pacífico equatorial central e oriental, a área mais afetada pelo El Niño. O fenômeno aquece as águas superficiais e provoca secas, inundações e temperaturas recordes em todo o mundo.

A temperatura média do Oceano Pacífico tropical nos primeiros seis meses do ano foi a mais quente já registrada. A marca de 26,91°C superou por pouco o recorde anterior, estabelecido em 2016. /AFP

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