Uma conversa de sofá sobre literatura, passado e futuro com os escritores Conceição Evaristo e Milton Hatoum encerrou os painéis da segunda edição do Encontro Futuro Vivo, em São Paulo, nesta terça-feira, 1º. No diálogo, eles contaram sobre seus primeiros contatos com a literatura e refletiram sobre suas trajetórias de forma leve e descontraída.
O Encontro Futuro Vivo reúne especialistas e lideranças que são referência em desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo; assista ao encontro
"Minha casa era cheia de carências, mas cheia de palavras. Minha mãe, minhas tias, minhas irmãs, quatro meninas, que cantam e dançam. Isso me fez uma pessoa muito curiosa, de ficar ouvindo a conversa dos adultos, dos vizinhos. Na escola, ela me dava a possibilidade da fala”, relembra Conceição Evaristo, um dos maiores nomes da literatura brasileira, autora de livros como Olhos d'Água (2014) e Canção para Ninar Menino Grande (2018), defensora da escrevivência.
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“O contato com a biblioteca pública foi o que fez com que a pobreza material não fizesse com que eu sucumbisse”, continuou a autora, que irá completar 80 anos neste ano e se considera uma mulher com “juventude acumulada”.
Em paralelo, Milton Hatoum, escritor amazonense, que hoje é membro da Academia Brasileira de Letras e tem obras renomadas como Relato de um Certo Oriente (1989) e Cinzas do Norte (2005), conta que seu primeiro livro foi lido por meio da oralidade, ouvindo pessoas contando histórias quando era pequeno. Depois, leu bons livros numa escola pública.
Os dois também comentaram sobre como, hoje, há a impressão de que tudo passa muito rápido. Que há pressa. Outro ponto foi como as histórias, que também são retratadas em obras da literatura, parecem fragmentadas atualmente. Já o que os mantém vivos não são, por exemplo, livros de autoajuda – mas a pulsão de vida.
Conceição Evaristo relembra infância: ‘Não nasci rodeada de livros, nasci rodeada de palavras’
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Encontro Futuro Vivo
A segunda edição do Futuro Vivo acontece nesta terça-feira, 1, no Teatro Vivo, em São Paulo, com o intuito de debater caminhos possíveis para uma transição -- nas áreas ambientais, sociais e tecnológicas -- que coloque pessoas e natureza no centro das decisões. Na primeira edição, o foco foi em apresentar desafios das crises do presente e sonhos do futuro. Já este ano o foco é a travessia.
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Com curadoria da Mandalah, consultoria global em inovação consciente, saúde mental, educação, cultura, economia e liderança também são temas abordados ao longo de painéis. O Terra transmite ao vivo a partir das 9h no site e no Youtube. A programação segue até 18h.
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Gaya Herrington deu uma palestra durante o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Gaya Herrington deu uma palestra durante o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante abertura do Encontro Futuro Vivo
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Eduardo Gianetti e Lourenço Bustani debatem sobre os limites do planeta
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante abertura do Encontro Futuro Vivo
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo debate desenvolvimento sustentável
Foto: Rick Souza/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo debate desenvolvimento sustentável
Foto: Rick Souza/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo debate desenvolvimento sustentável
Foto: Rick Souza/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante abertura do Encontro Futuro Vivo
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante abertura do Encontro Futuro Vivo
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante abertura do Encontro Futuro Vivo
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Eduardo Gianetti e Lourenço Bustani debatem sobre os limites do planeta
Foto: Rick Costa/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo debate desenvolvimento sustentável
Foto: Rick Souza/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Gaya Herrington deu uma palestra durante o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Osesp se apresenta no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Osesp se apresenta no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Gaya Herrington deu uma palestra durante o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, durante o Encontro Futuro
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Público acompanha o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Público acompanha o Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara e Denise Fraga no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara e Denise Fraga no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Denise Fraga falou sobre a finitude no Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Miguel Nicolelis durante Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Miguel Nicolelis durante Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Miguel Nicolelis durante Encontro Futuro Vivo
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Daniel Becker (pediatra, sanitarista e ativista pela infância)
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Daniel Becker (pediatra, sanitarista e ativista pela infância), Priscila Cruz (presidente e cofundadora do Todos pela Educação) e Lia Glaz (diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo)
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Giselle Santos (especialista em IA e tecnologias educacionais), Daniel Becker (pediatra, sanitarista e ativista pela infância), Priscila Cruz (presidente e cofundadora do Todos pela Educação) e Lia Glaz (diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo)
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
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Giselle Santos (especialista em IA e tecnologias educacionais)
Foto: Adilson Santos/Encontro Futuro Vivo
Marcam o evento nomes como o médico e neurocientista Miguel Nicolelis; a escritora mineira Conceição Evaristo; a educadora e pesquisadora da ecologia da mente Nora Bateson; a econometrista e especialista em economia do bem-estar Gaya Herrington; o escritor amazonense Milton Hatoum; e a líder indígena Raquel Tupinambá.
O encontro começou com apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), que tocou Clube da Esquina nº 2. Depois, Christian Gebara, CEO da Vivo, abriu os painéis apresentando um panorama com dados sobre aspectos em torno da crise climática, mudanças tecnológicas na sociedade e transição verde.
Ele também apresentou avanços da empresa em suas principais metas de longo prazo em diversidade, circularidade, clima e biodiversidade. Foi evidenciado o compromisso histórico e pioneiro no setor para proteger e regenerar uma área de mais de 800 hectares da floresta Amazônica pelos próximos 30 anos, a chamada Floresta Futuro Vivo. A meta é plantar 900 mil árvores