O litoral sul da Inglaterra registrou uma invasão inédita de polvos-do-mediterrâneo entre 2025 e 2026, transformando a economia pesqueira da região. Em Brixham, considerada a nova "capital do polvo" britânica, mais de 12 mil toneladas foram leiloadas no primeiro ano, impulsionando a gastronomia local e gerando ganhos extraordinários para os pescadores, com recordes diários de captura que chegaram a movimentar 500 mil libras em 2026.
Foi no início de 2025 que a ciência descobriu algo "a mais" sobre essas criaturas que haviam despertado tanta discussão. Sabíamos que os polvos eram incrivelmente inteligentes, mas não a ponto de possuírem um "cérebro" em cada tentáculo — o que lhes permitia, ao que parece, agir com extrema precisão e independência. O Reino Unido viu-se diante de uma "fera" tão versátil.
Mas não se tratava de um acontecimento comum; era uma invasão sem precedentes que se repetiria em 2026.
Um ataque à costa inglesa
De fato, o litoral sul da Inglaterra vivenciou um fenômeno extraordinário: uma chegada em massa de polvos-do-mediterrâneo — uma espécie raramente encontrada naquelas águas que, de repente, passou a dominar os portos e mercados de peixe.
Em Brixham, o principal porto da região sudoeste, pescadores como Arthur Dewhirst viram suas redes transbordarem de cefalópodes em vez da captura habitual, transformando o trabalho diário em ganhos financeiros inesperados que geravam até 10 mil libras (cerca de R$ 70.204) de renda extra por semana.
Durante a primeira temporada (2025), mais de 12.000 toneladas foram leiloadas, com picos diários de 48 toneladas, rendendo à cidade o título de "capital do polvo" do Reino Unido. Restaurantes e lojas aderiram à febre, destacando o animal em cardápios e vitrines e adotando-o como um símbolo local de um ano excepcional.
Um ano depois, em junho de 2026, a captura de um único dia em Brixham foi avaliada no valor recorde de 500 mil libras (cerca de R$ 3,5 milhões). ...
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