PM que matou mulher na Zona Leste de São Paulo é 'promovida' a soldado

SSP negou a promoção e justificou que mudança se tratou de unificação de classes sob a mesma nomenclatura; entenda

17 abr 2026 - 21h43
(atualizado às 21h52)
Soldado Yasmin Cursino Ferreira, que não portava câmera corporal, alegou ter sido agredida
Soldado Yasmin Cursino Ferreira, que não portava câmera corporal, alegou ter sido agredida
Foto: Reprodução/TV Globo

Afastada das ruas após disparar e matar uma mulher na Zona Leste de São Paulo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, se tornou soldado da corporação nesta sexta-feira, 17, duas semanas após a ação que resultou na morte de Thawanna Salmázio.

A decisão foi publicada no Diário Oficial. De acordo com comunicado da Secretaria de Segurança Pública, porém, “não houve qualquer promoção da policial”. 

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A corporação justificou que a publicação se tratou do “cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026”, que extinguiu a antiga divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe e os unificou sob a mesma nomenclatura.

“Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe”, explicou. 

A SSP também explicou que não existe a classificação de estágio na PM: “A corporação ressalta, ainda, que não existe a figura de 'estagiário' na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como soldado”.

Policial atirou e matou mulher na Zona Leste de São Paulo

O caso ocorreu na última sexta-feira, 3, na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (SP), durante a madrugada. Thawanna da Silva Salmázio caminhava com o marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, por uma rua na Cidade Tiradentes, Zona Leste da capital paulista.

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O episódio começa com o retrovisor da viatura batendo no braço de Luciano. Weden, que conduzia o carro e usava a câmera corporal, estava ao lado de Yasmin, que não portava o equipamento. Ele dá ré com o veículo e afirma ao casal que "a rua é lugar para você estar andando, ca*****?".

"Ô, Steve", diz Luciano na gravação. A gíria é usada entre PMs para se referir a colegas de farda. "Steve é o c******", rebate o policial.

"Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós", diz Thawanna. Neste momento, a soldado Yasmin desce do veículo, manda a mulher não apontar o dedo para sua cara, e efetua um disparo. "Você atirou nela? Por quê?", questiona Weden.

Thawanna chegou a ser socorrida após ser baleada, mas não resistiu.

Yasmin Cursino Ferreira está afastada e segue sendo investigada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

Soldado Yasmin Cursino Ferreira, que não portava câmera corporal, alegou ter sido agredida
Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: Portal Terra
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