A Justiça Federal manteve a prisão do funkeiro Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira, 16. O cantor foi detida nesta quarta, 15, por suposto envolvimento em esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A informação é do site Metrópoles.
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O cantor está no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, após ser alvo da Polícia Federal em sua casa, na região do Recreio. Segundo o portal, a defesa afirmou que não teve acesso ao conteúdo da investigação e que Poze ficou em silêncio durante o depoimento.
O artista e MC Ryan SP, além de outros influenciadora foram alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF, que culminou no cumprimento de 33 mandados de prisão temporária, além de outros 45 de busca e apreensão.
Poze aparece ligado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas. Enquanto Ryan, segundo a Justiça Federal, é apontado como líder e beneficiário econômico do esquema, usando essas empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos provenientes das apostas ilegais.
MC Ryan teria estruturado ‘mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias a familiares e pessoas interpostas, utilizando operadores financeiros para distanciar o capital ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal mediante aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos’.
A atuação coordenada dos citados, além de outros investigados pela Polícia Federal, teria ocorrido em diferentes etapas do ciclo de lavagem de dinheiro, como captação de recursos ilícitos, estratificação por meio de empresas e contas intermediárias e posterior integração em patrimônio lícito, esquema que tem MC Ryan como beneficiário central.
A Justiça destaca, ainda, que a estrutura empresarial e a rede de operadores do cantor viabilizam a circulação e ocultação de valores provenientes da exploração sistemática de apostas ilegais e rifas digitais, tanto em escala nacional quanto internacional.
O esquema de lavagem de dinheiro, segundo a PF, movimentou ao longo de dois anos cerca de R$ 1,6 bilhão, por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.
O Terra entrou em contato com a defesa dos dois MCs, mas não teve retorno até o momento.