PF encontrou pagamentos de R$ 270 mil em publicidade de MC Ryan SP para dono da ‘Choquei’, diz advogado

Raphael Sousa Oliveira foi preso por suposto envolvimento em esquema lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão

16 abr 2026 - 10h52
Criador da ‘Choquei’ é preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão
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O influenciador e criador da página de redes sociais Choquei, Raphael Sousa Oliveira, teria recebido R$ 270 mil do funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, por serviços de publicidade, entre 2024 e 2025. Ao Terra, o advogado Frederico Medeiros afirmou que os valores foram encontrados na análise técnica da Polícia Federal. 

Raphael, Ryan, Mc Poze do Rodo e outros influencers foram presos nesta quarta-feira, 15, na operação Narco Fluxo, por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou, ao longo de dois anos, cerca de R$ 1,6 bilhão. 

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Medeiros aponta que o montante de R$ 270 mil partiu direto do MC e ainda foi identificada uma transferência de R$ 100 mil, vinda de uma pessoa cujo nome seria Ricardo. “Porém o Raphael não conhece essa pessoa, assim ele  suspeita que seja um terceiro que tenha pago algo em favor do Mc Ryan”. A quantia total de R$ 370 mil foi questionada durante o depoimento do dono da página para a PF. 

Raphael Sousa Oliveira é criador e dono da página “Choquei”
Raphael Sousa Oliveira é criador e dono da página “Choquei”
Foto: Reprodução/Instagram:@raphaelsoux

“Não temos certeza [que esse segundo valor veio de Ryan], porque o Raphael não se lembra do nome do autor da transferência, suspeitando que seja um terceiro que tenha pago esse valor pelo Mc Ryan, prática que acontece nesse meio”, declarou o advogado. 

Ainda segundo a defesa, o contratante diz ter uma pessoa que está devendo ela ou que também está participando do projeto artístico ou musical e que essa pessoa fará um ou outro pagamento para ajudar no custeio das despesas.

O papel do influenciador no esquema

O criador da página Choquei figuraria no campo da gestão de imagem e promoção digital. Segundo a Justiça, ele atua como operador de mídia da organização, recebendo altos valores de Ryan e outros investigados pela divulgação de conteúdos favoráveis ao artista e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações. 

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Segundo a Justiça Federal,  o MC é apontado como líder e beneficiário econômico do esquema. Ao funkeiro, é atribuído o uso de empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. 

MC Ryan SP e Poze do Rodo são presos em operação da PF contra lavagem de dinheiro
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MC Ryan teria estruturado ‘mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias a familiares e pessoas interpostas, utilizando operadores financeiros para distanciar o capital ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal mediante aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos’. 

A Justiça destaca, ainda, que a estrutura empresarial e a rede de operadores do cantor viabilizam a circulação e ocultação de valores provenientes da exploração sistemática de apostas ilegais e rifas digitais, tanto em escala nacional quanto internacional. 

Ainda na quarta, a defesa de Raphael afirmou à TV Anhanguera que seu cliente não tem nenhum tipo de relação com atividades criminosas. O Terra não localizou a defesa dos demais envolvidos no caso até o momento. 

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Fonte: Portal Terra
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