Petistas se comportam como gado de Janones, acusado de rachadinha e machismo, para eleger Lula

No sábado, 17, seguindo o comando do deputado, milhões se colocaram nas redes vestindo camisas amarelas da seleção brasileira de futebol

18 out 2026 - 09h50
Resumo
O artigo critica petistas por seguirem cegamente o deputado André Janones na campanha eleitoral, reproduzindo o comportamento de "rebanho" antes atribuído a bolsonaristas. Aponta-se a contradição da militância de esquerda em obedecer a um líder envolvido em acordo com a PGR por "rachadinha" e acusado de machismo e violência psicológica contra a ex-esposa. Para o texto, a subserviência e a concessão de pautas históricas em nome da vitória desvirtuam as próprias bandeiras contra a corrupção e a misoginia.

Um dos estereótipos que os bolsonaristas receberam nos últimos anos foi a associação com o termo "gado". Bastava uma frase ou um comando do ex-presidente Jair Bolsonaro para que todos passassem a repetir ou se comportar da mesma forma, sem qualquer tipo de ponderação ou reflexão.

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Eis que, com o risco de Flávio Bolsonaro vencer as eleições no segundo turno, parte dos petistas de todo o Brasil, de maneira voluntária, começou a se comportar como rebanho do deputado André Janones, ironicamente a quem pesa a prática de rachadinha, que admitiu e foi alvo de uma medida de proteção restritiva com base na Lei Maria da Penha, devido à violência psicológica contra sua ex-esposa, a ex-prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes.

A contradição está posta. Para vencer um candidato que, em tese, representa a corrupção e a misoginia, a militância resolve obedecer cegamente a um líder a quem pesa suspeita de desvio de dinheiro público e a quem uma mulher lhe acusou de machismo.

Aos fatos: para intimidar a ex-companheira, Janones enviou, sem o consentimento dela, fotos íntimas a terceiros. Com relação à rachadinha, no ano passado, o parlamentar assinou um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República, para devolver R$ 131 mil aos cofres públicos, após ex-assessores denunciarem à Polícia Federal que eram obrigados a repassar parte do salário a ele.

Janones não esconde que trata o petismo como gado. Em seus vídeos histriônicos, em que dá ordens de cima para baixo, exige não ser questionado. Alegremente, pela causa que consideram justa, muitos baixam a cabeça e comemoram o número de cinco milhões de seguidores do grupo de WhatsApp do deputado, denominado "Exército de Lula".

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Ontem, seguindo o comando de Janones, milhões se colocaram nas redes vestindo camisas amarelas da seleção brasileira de futebol. Anteontem, bateram panelas quando Flávio Bolsonaro dava entrevista no Jornal Nacional. Se Lula vencer, Janones limpa a biografia e se sagra como herói.

Se imaginarmos a política como substituta da guerra, se pensarmos na guerra como reveladora de caráter, temos alguns elementos a analisar. Para vencer as eleições, o petismo abraçou símbolos religiosos, como no caso de Nossa Senhora Aparecida, e fez o presidente Lula abandonar um dogma da esquerda e abraçar a diminuição da maioridade penal.

Agora, a militância, que deve ter o antimachismo como bandeira, faz de alguém que desviou recursos e perseguiu uma mulher um comandante a quem se deve a cega submissão. Na prática, estão virando um genérico do que há de pior do bolsonarismo. Tudo para vencer "a milícia e o fascismo", porque não podemos falar mais contra rachadinhas ou o machismo.

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