Um ataque com mísseis balísticos lançado por rebeldes houthis contra uma base militar em Shabwa, no Iêmen, deixou ao menos 50 mortos e dezenas de feridos nesta segunda-feira. A ofensiva marca um dos episódios mais letais da recente escalada do conflito regional e ocorreu em paralelo a alertas de ameaça aérea emitidos na Arábia Saudita, onde moradores de Riad e regiões vizinhas foram orientados a buscar abrigo contra investidas do grupo apoiado pelo Irã.
Pelo menos 50 pessoas morreram nesta segunda-feira (19) em um ataque dos houthis, grupo apoiado pelo Irã, contra um acampamento militar do governo do Iêmen, no sul do país.
Os rebeldes dispararam mísseis balísticos contra a base de Al-Alam, na província de Shabwa. A ofensiva também deixou dezenas de militares feridos.
"A situação de segurança na província está sob total controle das forças governamentais. O ataque ao acampamento foi um ato terrorista condenável. A base abriga recrutas em treinamento para as forças de segurança e policiais encarregados de manter a segurança na província", afirmou o vice-governador de Shabwa, em entrevista à Al Jazeera.
O ataque representou uma das ofensivas mais letais da recente escalada de confrontos, que se intensificou nos últimos meses, em meio ao aumento das tensões no contexto do conflito mais amplo entre o Irã e os Estados Unidos.
Paralelamente, moradores de Riad, capital da Arábia Saudita, receberam alertas em seus celulares sobre uma "ameaça aérea". O aviso foi emitido em meio à intensificação dos ataques dos houthis contra o território saudita nos últimos dias.
"Atenção: a área está sujeita a uma ameaça aérea hostil. Por favor, mantenham a calma e permaneçam em ambientes fechados ou em um abrigo, longe de portas e janelas", dizia a mensagem enviada aos moradores.
As autoridades sauditas também enviaram alertas à população da província de Al-Kharj, a sudeste da capital, onde fica a Base Aérea Príncipe Sultan. .