Xi Jinping e Putin se unem em críticas aos EUA sobre questões nucleares e de segurança

20 mai 2026 - 08h19

China e ‌Rússia condenaram os planos do escudo de defesa antimísseis Domo de Ouro do presidente dos EUA, Donald Trump, e a política nuclear "irresponsável" de Washington em uma cúpula conjunta na quarta-feira, uma semana após o presidente Xi Jinping receber Trump em Pequim.

Um comunicado de Xi e do presidente russo, Vladimir Putin, afirma que o ⁠plano de Trump para um sistema interceptador de mísseis baseado em terra e ‌no espaço representa uma ameaça à estabilidade estratégica global.

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Também criticou os Estados Unidos pela expiração do último tratado remanescente que restringe o tamanho dos arsenais nucleares ‌dos EUA e da Rússia, que expirou em ‌fevereiro, com Trump não tendo respondido à proposta de Moscou de ⁠estender os limites por um ano.

Xi e Putin, que se encontraram mais de 40 vezes, enfatizaram a proximidade dos laços entre a Rússia e a China, selados em 2022 com a assinatura de um tratado de parceria estratégica, menos de três semanas antes da invasão em grande escala da Ucrânia por Moscou.

Para Xi, ‌isso coroou uma semana notável de diplomacia, na qual ele se propôs a mostrar ‌a China como um ⁠pilar de estabilidade em ⁠um mundo abalado por guerras comerciais e conflitos militares no Irã e na Ucrânia.

Enquanto a ⁠cúpula com Trump tratou, em grande ‌parte, de administrar as tensões ‌entre os dois países mais poderosos do mundo, a reunião com Putin apresentou um desafio diferente -- como demonstrar progresso em um relacionamento que os dois lados já proclamaram ser "sem limites".

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Mas não houve nenhum avanço aparente em um ⁠novo e enorme gasoduto de gás natural, o Power of Siberia 2, que os dois lados vêm discutindo há anos.

Moscou havia sinalizado antes da visita que estava buscando mais acordos de energia com a China, o maior comprador de petróleo russo, incluindo suprimentos por gasoduto ‌e remessas marítimas.

Durante a última visita de Putin, em setembro de 2025, a gigante russa de gás Gazprom disse que ambos os lados haviam concordado em ⁠avançar com o Power of Siberia 2, um gasoduto de 2.600 km para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano da Rússia para a China via Mongólia.

A China tem falado muito pouco publicamente sobre o projeto. Embora Xi tenha dito na quarta-feira que a cooperação em energia e conectividade de recursos deveria ser o "lastro" nas relações entre a China e a Rússia, ele não mencionou o gasoduto.

Questões importantes, como o preço do gás, continuam sem solução, e os analistas esperam que as negociações possam levar anos.

O Kremlin disse que os dois lados chegaram a um "entendimento geral sobre os parâmetros" do projeto, embora nenhum detalhe ou cronograma claro tenha sido acordado.

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