Após encontro na Casa Branca, Brasil e EUA têm 1ª reunião sobre tarifas

Representante comercial dos EUA e ministro brasileiro se reuniram de forma virtual na terça-feira, 19

20 mai 2026 - 08h08
(atualizado às 09h44)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou na noite de terça-feira, 19, que teve a primeira reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, para discutir tarifas e relações comerciais.

Segundo Greer, o encontro ocorreu de forma virtual e aconteceu "para dar seguimento à reunião de 7 de maio entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na Casa Branca".

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"Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para progredir em questões comerciais e aguardo com expectativa discussões contínuas", escreveu o representante dos EUA em uma publicação nas redes sociais. 

A reunião entre os dois ocorreu 12 dias após o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca

Na terça-feira, o ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, também se encontrou com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Paris. A reunião aconteceu à margem da agenda oficial das reuniões dos ministros das Finanças do G7.

À imprensa, Durigan disse que a reunião foi "muito boa" e afirmou estar "confiante" de que o prazo de 30 dias acertado entre Lula e Trump para chegar a um acordo sobre a aplicação de tarifas aos produtos brasileiros importados pelos americanos seja cumprido.

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Boa relação com Trump

Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, divulgada no último domingo, 17, Lula disse que uma boa relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas e sanções ao Brasil, além de atrair investimentos americanos ao País e garantir o respeito à democracia brasileira.

"Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina. Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", destacou o presidente brasileiro.

Segundo a reportagem, Lula descreveu sua abordagem em relação a Trump como estratégica: "Se eu conseguir fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também", disse. "Não dá para simplesmente desistir."

Fonte: Portal Terra
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