Lula diz que relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas e sanções e atrair investimentos ao Brasil

Presidente concedeu entrevista ao jornal americano The Washington Post; Lula também afirmou que Trump sabe que ele é melhor que Bolsonaro

17 mai 2026 - 10h12
(atualizado às 15h32)
Lula diz a jornal dos EUA que já mostrou a Trump ser 'melhor' que Bolsonaro e que relação com republicano pode evitar novas tarifas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode evitar novas tarifas e sanções ao Brasil, além de atrair investimentos americanos ao País e garantir o respeito à democracia brasileira.

"Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina", afirmou Lula em entrevista ao jornal americano The Washington Post, divulgada neste domingo, 17. 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimenta o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimenta o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

"Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", acrescentou o presidente brasileiro, que esteve no início do mês na Casa Branca para um encontro com Trump.

Segundo a reportagem, Lula descreve sua abordagem em relação a Trump como estratégica: "Se eu consegui fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também", destacou. "Não dá para simplesmente desistir."

Ainda de acordo com o The Washington Post, para Lula, foi a falta de respeito que levou à acentuada deterioração das relações entre ele e Trump no ano passado. A abordagem de Lula não se curvar às determinações dos Estados Unidos foi uma lição que aprendeu com sua mãe, Dona Lindu.

"Quem abaixa a cabeça talvez não consiga erguê-la novamente", declarou Lula. "O Brasil tem muito orgulho do que é. Não precisamos nos curvar a ninguém."

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O jornal ainda ressaltou que essa postura tem sido uma "mudança drástica" em relação à abordagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcada pelo alinhamento ideológico com Washington e pela admiração declarada por Trump.

"Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é o problema dele", afirmou Lula. "Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso", completou.

O petista também comentou sobre a defesa do Brasil para que o governo norte-americano suspenda as sanções sobre Cuba e disse que o país no Caribe "precisa de uma chance" para negociações. 

Lula ainda defendeu que os Estados Unidos trate a América Larina como uma parceira, não como um alvo. "A China descobriu e entrou na América Latina", disse. "Hoje, meu comércio com a China é o dobro do meu comércio com os Estados Unidos. E essa não é a preferência do Brasil."

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"Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila", comentou, "ótimo. Mas eles precisam querer isso."

Fonte: Portal Terra
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