A morte de Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, causou verdadeira comoção nas redes sociais. Familiares e amigos fizeram inúmeras homenagens ao jovem que faleceu após participar de um ritual de comemoração por concluir sua formação como piloto. Gustavo teria tido uma reação alérgica ao tomar o tradicional "banho de óleo", na última quinta-feira, 16.
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Além de estudar para ser piloto, o jovem trabalhava como engenheiro eletricista e morava em Ipiranga (PR), cidade a cerca de 50 quilômetros de distância de Ponta Grossa, onde ocorreu o acidente fatal. A tragédia marcou o pequeno município de pouco mais de 14 mil habitantes.
A Prefeitura Municipal de Ipiranga publicou uma nota de pesar pelo falecimento do jovem. No texto, há a informação de que Gustavo era filho ex-vereador de nosso município, Neudes José Lara, e de Lucineia Maria Dalazoana Lara, ex-servidora da Prefeitura Municipal.
Em uma das homenagens feitas por amigos e familiares, Gustavo é descrito como uma pessoa "de coração generoso, sempre disposta a ajudar". Uma prima do engenheiro contou que o curso de aviação era seu maior sonho.
O engenheiro deixa a mãe e os irmãos Vitor e Aline. O corpo de Gustavo será sepultado neste sábado, 18, no Cemitério Municipal de Ipiranga.
O que aconteceu
Gustavo Henrique Lara morreu após ter uma reação alérgica ao receber o chamado "banho de óleo", em celebração a ter se graduado como piloto e completado seu primeiro voo solo. O caso aconteceu em uma escola de aviação de Ponta Grossa, no Paraná.
Segundo a Polícia Civil, foi despejada sobre Gustavo uma substância oleosa conhecida por fazer parte dos motores das aeronaves, quando passou mal. Ele chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um hospital, mas acabou morrendo.
O delegado Lucas Petry detalhou que o instrutor do curso contou, em depoimento, ter sido ele quem despejou a substância em Gustavo.
"De acordo com os elementos levantados até esse momento em sede flagrancial, ficou caracterizado que não houve dolo na conduta do instrutor, que não houve a intenção de matar", disse.
O instrutor foi indiciado por homicídio culposo e foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, para aguardar o decorrer do processo criminal. Ainda segundo o delegado, o instrutor era amigo da vítima.
Exames necroscópicos, periciais e toxicológicos, e imagens do local do ocorrido ainda serão analisados pela polícia.