Anac lamenta morte de aluno de aviação após 'banho de óleo' e faz alerta sobre 'ritos de conclusão de etapas'

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após ter uma reação alérgica na comemoração por ter se formado como piloto

17 jul 2026 - 15h59
(atualizado às 16h32)
Gustavo Henrique Lara era engenheiro de formação e tinha 27 anos
Gustavo Henrique Lara era engenheiro de formação e tinha 27 anos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma nota, nesta sexta-feira, 17, em que lamenta a morte do engenheiro Gustavo Henrique Lara, aluno de aviação que faleceu durante a comemoração da conclusão do curso de pilotagem e de seu primeiro voo solo. No texto, a Anac se solidariza com a família e amigos do jovem e faz um alerta sobre a tradição do "banho de óleo" feita em alguns cursos de aviação.

"Produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, conforme orientam os rótulos desses materiais. O uso desses produtos durante celebrações traz riscos à saúde das pessoas, podendo, inclusive, levar a óbito", diz trecho da nota.

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A Agência pede ainda que as escolas de aviação, aeroclubes e demais organizações de instrução repensem os ritos de conclusão de etapas para garantir "que qualquer manifestação seja conduzida de forma responsável, sem expor alunos, instrutores ou terceiros a risco".  

"A Anac acompanha o caso e reforça sua confiança nas autoridades responsáveis pela apuração dos fatos", complementa. A Agência não informou se a escola de aviação em questão sofrerá alguma punição.

O "banho de óleo" 

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após ter uma reação alérgica ao receber o chamado "banho de óleo", em celebração a ter se graduado como piloto e completado seu primeiro voo solo. O caso aconteceu em uma escola de aviação de Ponta Grossa, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil, foi despejada sobre Gustavo uma substância oleosa conhecida por fazer parte dos motores das aeronaves, quando passou mal. Ele chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um hospital, mas acabou morrendo. 

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O delegado Lucas Petry detalhou que o instrutor do curso contou, em depoimento, ter sido ele quem despejou a substância em Gustavo.

"De acordo com os elementos levantados até esse momento em sede flagrancial, ficou caracterizado que não houve dolo na conduta do instrutor, que não houve a intenção de matar", disse.

O instrutor foi indiciado por homicídio culposo e foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, para aguardar o decorrer do processo criminal. Ainda segundo o delegado, o instrutor era amigo da vítima. 

Exames necroscópicos, periciais e toxicológicos, e imagens do local do ocorrido ainda serão analisados pela polícia. 

Fonte: Portal Terra
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