A Venezuela declarou-se pronta para uma "nova agenda" com a União Europeia (UE), Reino Unido e Suíça na segunda-feira (12), após uma reunião "franca" entre diplomatas de ambos os lados, enquanto o país permanece sob intensa pressão dos Estados Unidos.
Diplomatas europeus reuniram-se em Caracas com a presidente interina Delcy Rodríguez, seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, além dos ministros do Interior, Diosdado Cabello, e das Relações Exteriores, Yván Gil.
O encontro teve como foco o "estado das relações bilaterais com o objetivo de reforçar a cooperação em setores estratégicos como energia, educação, ciências e indústria farmacêutica".
"Com respeito e igualdade entre os Estados, estamos dispostos a avançar rumo a uma nova agenda, um programa de trabalho intenso para o bem-estar de ambos os povos", declarou Gil.
A Europa não reconheceu a reeleição do então presidente Nicolás Maduro em 2024, impondo sanções ao país ao mesmo tempo em que apoiou a oposição, liderada por María Corina Machado.
Insatisfeito com a posição de certos países, Maduro ordenou a redução das missões diplomáticas da França, Holanda e Itália na Venezuela para apenas três funcionários em 2025.
No último dia 3, o governo de Donald Trump atacou o país sul-americano e capturou Maduro e sua esposa, Cilia Flores, levando-os a Nova York para serem processados por suposto envolvimento em narcotráfico.