O Vaticano publicou nesta quinta-feira (2) novas diretrizes que detalham os procedimentos para padres e leigos ligados à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, conhecida como movimento lefebvriano, que desejam retornar à plena comunhão com a Igreja Católica e com o papa Leão XIV.
As orientações, divulgadas pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e em vigor desde 1º de julho de 2026, estabelecem requisitos específicos para aqueles que pretendem deixar a Sociedade, após a excomunhão de bispos que participaram de uma ordenação episcopal em Écône, na Suíça, à revelia do Pontífice.
Entre as condições estão a aceitação do Concílio Vaticano II e da celebração da missa segundo o rito reformado.
No caso dos padres, o documento determina que o interessado encontre um ordinário ? bispo ou superior eclesiástico ? disposto a acolhê-lo "ad experimentum" (em caráter experimental). Além disso, deverá escrever uma carta de próprio punho ao Papa, apresentando-se e solicitando a remissão das censuras canônicas decorrentes da ordenação recebida de um bispo excomungado ou em situação canônica irregular.
Também será necessário o religioso assinar uma profissão de fé. Por fim, toda a documentação deverá ser encaminhada ao Dicastério para a Doutrina da Fé.
Para os leigos, o Vaticano diferencia aqueles que pertencem à "Terceira Ordem da Sociedade" ou frequentam regularmente suas celebrações daqueles que participam de atividades lefebvrianas apenas por motivos litúrgicos ou espirituais.
Os integrantes da Terceira Ordem e os frequentadores habituais deverão apresentar ao ordinário local uma Professio fidei (Profissão de Fé) e uma Formula adhaesionis (Fórmula de Adesão), ambas datadas e assinadas.
Já para os fiéis que apenas participavam ocasionalmente das celebrações, bastará procurar um sacerdote em plena comunhão com a Igreja Católica e manifestar a decisão de não voltar a frequentar a Sociedade Sacerdotal São Pio X.