Vaticano diz trabalhar com UE para promover paz e dignidade humana

Declaração foi dada por Parolin ao receber Ordem Europeia do Mérito

19 mai 2026 - 09h29
(atualizado às 09h39)

O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, afirmou nesta terça-feira (19), durante sessão plenária em Estrasburgo, que o Vaticano está disposto a colaborar com as instituições da União Europeia na promoção da paz e da dignidade humana.

Ao receber a Ordem Europeia do Mérito, Parolin declarou que atualmente "a paz está ameaçada por muitas frentes", mas continua sendo "uma promessa fundamental da União Europeia e um claro compromisso internacional da Santa Sé".

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"Desejo reiterar a disposição da Santa Sé em trabalhar com as instituições europeias para promover a dignidade de cada pessoa humana e, juntos, sermos artífices da paz, para o benefício da nossa Europa e do mundo inteiro", enfatizou o cardeal, sob aplausos da plateia.

Durante o discurso, Parolin recordou a visão do estadista francês Robert Schuman, citando a célebre frase segundo a qual "a paz mundial não pode ser salvaguardada senão por meio de esforços criativos proporcionais aos perigos que nos ameaçam".

Segundo o secretário de Estado do Vaticano, a União Europeia representa esse "esforço criativo", responsável por proporcionar ao continente um dos mais longos períodos de paz de sua história. Ele destacou, porém, que o cenário atual é marcado por novos conflitos, incluindo a guerra na Ucrânia.

Parolin também mencionou o papa Leão XIV, afirmando que o compromisso da Santa Sé com a paz foi reafirmado em diversas ocasiões pelo pontífice desde sua eleição.

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Ele ressaltou ainda que a convivência civil europeia está baseada em valores ligados à tradição cristã do continente.

"Entre estes, está, antes de mais nada, a afirmação da dignidade humana, que é inviolável e deve ser sempre protegida em todas as fases da vida", declarou.

Por fim, Parolin afirmou considerar a Ordem Europeia do Mérito "um sinal de estima não apenas por sua pessoa, mas sobretudo pela Santa Sé e pelo seu trabalho na assembleia das nações".

O cardeal também lembrou que a criação da honraria ocorreu no contexto do 75º aniversário da "Declaração Schuman" e citou que está em andamento o processo de beatificação dele na Igreja Católica.

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