Os países da União Europeia prorrogaram neste sábado (14) as sanções individuais contra a Rússia por mais seis meses. Com a nova decisão, as medidas do bloco europeu permanecerão em vigor até 15 de setembro.
As sanções, que expirariam amanhã na ausência de um acordo, afetam mais de 2,6 mil indivíduos e entidades supostamente envolvidos na guerra da Rússia contra a Ucrânia.
"A UE continuará a fornecer, em coordenação com parceiros e aliados com ideias semelhantes, apoio político, financeiro, econômico, humanitário, militar e diplomático abrangente à Ucrânia e ao seu povo", diz o texto.
As medidas individuais, enfatiza a UE, "incluem restrições de viagem para indivíduos, congelamento de bens e proibição de disponibilizar fundos ou outros recursos econômicos às pessoas e entidades incluídas na lista".
"Como a Europa é incapaz de ameaçar Vladimir Putin enviando armas para a Ucrânia, e não podemos sufocá-lo economicamente sem o apoio dos Estados Unidos, só resta um caminho: fazer um acordo", disse o primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, em entrevista ao jornal L'Echo.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou que Roma esteve entre os países "que promoveram sanções contra a Rússia para pressionar Moscou a chegar a um cessar-fogo".
"Queremos que a guerra termine o mais rápido possível: somos a favor de todas as iniciativas, apoiamos a ação americana e esperamos que as negociações entre os dois lados possam avançar na direção certa, mesmo que seja muito difícil. A paz é o objetivo final", afirmou o chanceler. .