O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renovaram nesta quinta-feira (18) seu "vínculo inquebrável", assinaram um pacto multibilionário, mas mantiveram suas discordâncias sobre a questão palestina.
No segundo e último dia da visita do republicano ao território britânico, os dois líderes firmaram acordos econômicos que promoverão "um recorde" em investimentos mútuos entre "os dois lados do Atlântico", totalizando 250 bilhões de libras esterlinas.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na propriedade rural de Chequers, nos arredores de Londres, por Starmer, que agradeceu o presidente norte-americano pelo apoio. Ambos também anunciaram um recorde de 150 bilhões de libras em investimentos em tecnologia no Reino Unido.
Para Trump, a relação bilateral é um "vínculo cujo valor é difícil de descrever" e foi "ainda mais fortalecido hoje": "É um vínculo inquebrável".
Já Starmer enfatizou que os EUA e o Reino Unido "renovaram sua relação especial" com a histórica visita do republicano, mas "foram além".
Segundo ele, os países são "parceiros" sem igual no mundo em "segurança, defesa, política, economia e, a partir de hoje, graças a um acordo recentemente assinado, também em cooperação em ciência e tecnologia".
O premiê britânico acrescentou ainda que a parceria é crucial diante de crises internacionais e ameaças à segurança. Entretanto, o reconhecimento da Palestina como um Estado foi um dos temas de divergência entre os líderes.
"Discordo do primeiro-ministro sobre isso. É uma das nossas poucas divergências, na verdade", declarou Trump, ao lado do premiê britânico.
O presidente norte-americano insistiu que a prioridade agora é obter a "libertação imediata dos reféns" mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza, argumentando que "Israel quer isso". Em seguida, acusou o grupo de ser "brutal".
Por sua vez, Starmer ressaltou o compromisso compartilhado com os EUA pela "paz", chamando a situação no enclave palestino de "intolerável" e reiterando a necessidade de um cessar-fogo por Israel.
Sobre a guerra na Ucrânia, o britânico denunciou mais uma vez as ações da Rússia no território vizinho, pedindo "pressão crescente" sobre Vladimir Putin. De acordo com ele, o presidente russo só fez concessões quando o republicano o pressionou.
Já Trump disse ter interrompido sete guerras, mas o líder do Kremlin realmente o decepcionou. "Na Ucrânia, houve milhões de mortes, principalmente mortes de militares", denunciou o magnata, evocando a esperança de "boas notícias nos próximos dias" e afirmando que ainda quer evitar o risco de "uma terceira guerra mundial".
Por fim, Londres e Washington expressaram seu desejo compartilhado de aprimorar a cooperação bilateral em ciência e tecnologia em preparação para a "próxima era de ouro da inovação" em um memorando de entendimento sobre prosperidade tecnológica.
O objetivo é fazer isso por meio do desenvolvimento da IA, liderando uma "era nuclear de ouro", alcançando "verdadeira vantagem quântica" e garantindo o 6G, conforme o documento.