Mortes em protestos no Irã chegam a mais de 500, afirma grupo de direitos humanos

Autoridades acusam os EUA e Israel de fomentar os problemas; saiba mais sobre a situação

11 jan 2026 - 15h27
(atualizado às 15h38)
Ato em defesa de manifestantes no Irã em Londres, capital do Reino Unido
Ato em defesa de manifestantes no Irã em Londres, capital do Reino Unido
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As agitações no Irã já mataram mais de 500 pessoas, disse um grupo de direitos humanos neste domingo, enquanto Teerã ameaçou atacar ‌as bases militares dos Estados Unidos se o presidente Donald Trump levar adiante as ameaças ‌de intervir em nome dos manifestantes.

Conforme o establishment clerical da República Islâmica enfrenta as maiores manifestações desde 2022, Trump ameaçou repetidamente intervir se a força for usada contra manifestantes.

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De acordo com seus números mais recentes -- de ativistas dentro e fora do Irã -- o grupo ‍de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, disse ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 membros da equipe de segurança, com mais de 10.600 pessoas presas em duas semanas de agitação.

O Irã não forneceu um número oficial ‌de mortos e a Reuters não conseguiu verificar os números ‌de forma independente.

Trump será informado por suas autoridades na terça-feira sobre as opções em relação ao Irã, incluindo ataques militares, uso de armas cibernéticas secretas, ampliação das sanções e fornecimento de ajuda online para fontes antigovernamentais, disse o Wall Street Journal neste domingo.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou Washington contra "um erro de cálculo".

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"Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo", disse Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária de elite do Irã.

AUTORIDADES INTENSIFICAM A REPRESSÃO

Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento dos preços, antes de se voltarem contra os governantes clericais que governam desde a Revolução Islâmica de 1979.

Autoridades acusam os EUA e Israel de fomentar os problemas.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em uma entrevista na TV, disse que Israel e os EUA estavam planejando a desestabilização e que os inimigos do Irã haviam trazido "terroristas (...) ‌que incendiaram mesquitas ...., atacaram bancos e propriedades públicas".

"Famílias, eu lhes peço: não permitam que seus filhos pequenos se juntem a desordeiros e terroristas que decapitam pessoas e matam outras", disse ele, acrescentando que o governo estava pronto para ouvir o povo e resolver os problemas econômicos.

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