"Uma civilização inteira vai morrer", diz Trump enquanto Irã desafia ultimato

7 abr 2026 - 09h21
(atualizado às 10h25)

O Irã não demonstrou qualquer ‌intenção de aceitar o ultimato de Donald Trump para abrir o Estreito de Ormuz até o final da terça-feira, e o presidente norte-americano disse que "uma civilização inteira vai morrer esta noite" a menos que Teerã chegue a um acordo de última hora.

À medida que o prazo de Trump se aproxima, os ataques contra o Irã se intensificaram ao longo do dia, atingindo pontes ferroviárias e ⁠rodoviárias, um aeroporto e uma usina petroquímica, além de interromper o fornecimento de energia, segundo a mídia ‌iraniana. Explosões foram relatadas na Ilha de Kharg, onde fica o terminal de exportação de petróleo do Irã, cuja destruição ou confisco Trump já havia mencionado abertamente.

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O Irã respondeu declarando que ‌não hesitará mais em atacar a infraestrutura de seus vizinhos ‌do Golfo e alegou ter realizado novos ataques contra um navio no Golfo e instalações ⁠industriais sauditas ligadas a empresas norte-americanas.

"Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais retornar. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu Trump em seu site Truth Social.

"No entanto, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Descobriremos esta noite, em um ‌dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo."

IRÃ REJEITA PROPOSTA DE TRÉGUA TEMPORÁRIA

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Uma fonte ‌iraniana de alto escalão disse ⁠à Reuters que Teerã rejeitou ⁠uma proposta de cessar-fogo temporário, transmitida por intermediários.

As negociações para uma paz duradoura só poderão começar depois que ⁠EUA e Israel encerrarem seus ataques, garantirem que não ‌os retomarão e oferecerem compensação pelos ‌danos, afirmou a fonte iraniana, acrescentando que qualquer acordo futuro deve deixar o Irã no controle do estreito, impondo taxas aos navios que o utilizam.

Trump deu ao Irã até 20h em Washington (21h em Brasília) para encerrar o bloqueio ao petróleo do Golfo, dizendo que, caso ⁠contrário, destruirá todas as pontes e usinas de energia do Irã em quatro horas. O Irã afirma que retaliará contra a infraestrutura de aliados dos EUA no Golfo, cujas cidades desérticas seriam inabitáveis sem energia elétrica ou água.

Apesar da intensificação dos ataques terrestres e da retórica de ambos os lados, os mercados globais permaneceram praticamente paralisados, hesitantes ‌em apostar se Trump cumpriria suas ameaças ou as suspenderia, como já fez no passado.

Entre os relatos de ataques dentro do Irã ao longo do dia, estão ataques a pontes ferroviárias, uma ⁠ponte rodoviária, uma planta petroquímica e um aeroporto. O fornecimento de energia foi interrompido em partes de Karaj, a oeste de Teerã, devido a um ataque a linhas de transmissão e uma subestação.

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Israel alertou os iranianos em uma publicação em persa nas redes sociais para que se mantivessem afastados dos trens, afirmando que qualquer pessoa perto das ferrovias estaria em perigo.

Uma sinagoga em Teerã foi destruída durante a noite por ataques aéreos israelenses, segundo o Irã. Imagens divulgadas pela mídia iraniana mostraram textos em hebraico espalhados entre os escombros.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado que a resposta de Teerã aos ataques à sua infraestrutura "privará os Estados Unidos e seus aliados na região de petróleo e gás por anos".

"Os parceiros regionais dos Estados Unidos devem saber que, até hoje, demonstramos grande contenção em nome da boa vizinhança e tivemos alguma consideração ao escolher alvos para retaliação", informou o comunicado. "Mas todas essas considerações foram descartadas."

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