Irã ataca complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, diz Guarda Revolucionária

7 abr 2026 - 09h43

O Irã atacou nesta ‌terça-feira o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, o coração do setor de refino do reino, informou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em um comunicado, embora não tenha ficado imediatamente ⁠claro o que exatamente foi atingido.

Jubail, uma cidade ‌industrial em expansão, abriga joint ventures grandes e multibilionárias entre a gigante petrolífera Saudi Aramco, ‌apoiada pelo Estado, e sua ‌subsidiária petroquímica SABIC, e grandes empresas ⁠ocidentais de energia.

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A Guarda disse que os ataques foram "em resposta aos crimes do inimigo na agressão contra as plantas petroquímicas (do Irã) de Asaluyeh".

Não ficou imediatamente claro qual instalação ou instalações foram atingidas. ‌Imagens de vídeo verificadas pela Reuters mostraram fumaça ‌e chamas saindo ⁠da direção ⁠de Jubail.

A Guarda afirmou ter "efetivamente atingido com mísseis de ⁠médio alcance e ‌vários drones suicidas" o ‌complexo Sadara, uma joint venture de US$20 bilhões entre a Aramco e a Dow que foi fechada na semana passada, e outras ⁠instalações em Jubail, incluindo uma pertencente à ExxonMobil.

A Guarda também disse ter atingido uma instalação petroquímica na vizinha Juaymah. No entanto, indicou que a instalação era ‌de propriedade da Chevron Phillips e a empresa não parece ter nenhuma instalação lá, mas sim ⁠em Jubail.

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O Ministério da Defesa da Arábia Saudita declarou anteriormente que as defesas aéreas interceptaram e destruíram sete mísseis balísticos lançados contra a região leste do reino, acrescentando que os destroços dos mísseis interceptados caíram perto de instalações de energia.

A Aramco se recusou a comentar sobre os ataques relatados em Jubail e Juaymah. O escritório de comunicações do governo saudita e a SABIC não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

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