Médicos da Inglaterra iniciam greve de seis dias após rejeitarem acordo salarial proposto pelo governo

7 abr 2026 - 09h43

Os ‌médicos residentes na Inglaterra iniciaram uma greve de seis dias nesta terça-feira, após rejeitarem uma oferta que o governo disse que não melhoraria, com a Associação Médica Britânica (BMA) ⁠dizendo que a proposta não é capaz ‌de reverter anos de erosão salarial e pressões sobre a equipe.

Médicos residentes seguram cartazes durante piquete em Manchester no primeiro dia de uma greve de seis dias da categoria no Reino Unido
7 de abril de 2026 REUTERS/Phil Noble
Médicos residentes seguram cartazes durante piquete em Manchester no primeiro dia de uma greve de seis dias da categoria no Reino Unido 7 de abril de 2026 REUTERS/Phil Noble
Foto: Reuters

A greve durante ‌o feriado da Páscoa ‌deve se estender até a manhã ⁠de 13 de abril, depois que um ultimato de 48 horas do primeiro-ministro Keir Starmer passou sem acordo.

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O governo agora retirou a promessa de financiar 1.000 postos adicionais ‌de treinamento especializado que, segundo ele, dependia da ‌aceitação do ⁠acordo.

O ministro ⁠da Saúde, Wes Streeting, disse que o governo não ⁠estava preparado ‌para gastar o ‌dinheiro necessário para os serviços aos pacientes em um acordo que considerava inacessível, estimando que a greve custaria ao serviço ⁠de saúde cerca de 50 milhões de libras (US$66 milhões) por dia, ou 300 milhões durante os seis dias de greve.

Falando na Times Radio ‌nesta terça-feira, Streeting disse que os médicos residentes haviam garantido o maior aumento salarial ⁠de qualquer grupo do setor público durante o governo trabalhista, mas que haviam rejeitado a oferta sem apresentar uma contraproposta.

Streeting havia dito que a oferta "não poderia ser melhor do que essa" ao pedir que o sindicato reconsiderasse no mês passado.

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A BMA representa cerca de 55.000 dos médicos residentes -- anteriormente conhecidos como médicos juniores -- que constituem quase a metade da força de trabalho médica.

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