Trump diz que ordenou investigação contra democratas e os acusa de 'extorsão'

Declaração ocorre poucos dias após deputados democratas defenderem a abertura de impeachment contra o procurador-geral e o secretário de Defesa dos EUA

7 nov 2026 - 16h52
Resumo
Após a oposição vencer as eleições legislativas e assumir o controle do Congresso, Donald Trump ordenou ao Departamento de Justiça que investigue parlamentares democratas, acusando-os de extorsão e perseguição contra seus aliados e doadores. A reação ocorre após deputados democratas defenderem o impeachment do procurador-geral e do secretário de Defesa, além de prometerem apurações sobre o governo, cenário que levou o presidente a cogitar perdões preventivos a integrantes de sua gestão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 7, que ordenou ao Departamento de Justiça uma investigação contra democratas, a quem acusou de ameaçar autoridades e doadores republicanos com impeachment, prisão e outras punições.

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Donald Trump Reprodução via x/@WhiteHouse
Donald Trump Reprodução via x/@WhiteHouse
Foto: Reprodução via x/@WhiteHouse / Estadão

A declaração ocorre após a vitória da oposição nas eleições legislativas de terça-feira, 3, que deu ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado a partir de janeiro e abriu caminho para investigações sobre o governo.

"Por meio desta declaração, ordeno ao Departamento de Justiça que investigue este ato criminoso imediatamente", escreveu Trump na rede Truth Social. Segundo ele, os democratas ameaçam "muita gente, incluindo o Procurador-Geral dos Estados Unidos (Todd Blanche) e outros", e não houve "atos passíveis de impeachment" por parte das autoridades. "Isso é extorsão da pior espécie, e eles devem ser responsabilizados por isso", escreveu.

Trump também acusou os adversários de ameaçar doadores republicanos com prisão apenas por suas posições políticas. "Isso é instrumentalização e guerra jurídica em outro nível", escreveu. Afirmou ainda que líderes democratas enviaram cartas ameaçadoras a pessoas "todas inocentes", mas não identificou os autores nem apresentou provas.

A manifestação ocorre dois dias depois de os deputados democratas Hank Johnson, da Geórgia, e Deborah Ross, da Carolina do Norte, defenderem a abertura de um processo de impeachment contra Blanche. Ele tem sido questionado por questionar judicialmente a eleição para o Senado no Alasca, a pedido de Trump.

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Em entrevista a um programa da rádio SiriusXM, os deputados também defenderam o impeachment do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Os republicanos alegam que o chefe do Pentágono convenceu o presidente a atacar o Irã sem uma estratégia de saída para a guerra.

Na publicação, Trump atacou ainda a senadora democrata Elissa Slotkin, de Michigan, afirmando que ela pretende perseguir jovens simpatizantes do Partido Republicano. A acusação retoma uma controvérsia de outubro, quando Slotkin defendeu investigações sobre integrantes do governo envolvidos em possíveis irregularidades. Em evento na Universidade de Chicago, a senadora afirmou que a fiscalização deveria alcançar não apenas Trump, mas também as pessoas que permitiram suas ações.

Na segunda-feira, 2, Trump disse ao New York Post que concederia perdões preventivos a integrantes de seu governo, se necessário.

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