Trump anuncia 'pré-acordo' sobre a Groenlândia e suspende tarifas contra Otan

Presidente dos EUA anunciou uma 'estrutura de acordo' por meio das redes sociais

21 jan 2026 - 18h14
(atualizado às 18h52)
Trump manifesta interesse em comprar Groenlândia desde o primeiro mandato
Trump manifesta interesse em comprar Groenlândia desde o primeiro mandato
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 21, que ele e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, chegaram à "estrutura de um acordo futuro em relação à Groenlândia". Trump também afirmou que suspendeu as tarifas que estavam previstas contra os países da Otan que não apoiasse a compra da Groenlândia. 

Em entrevista à CNBC, Trump descreveu o entendimento como o "conceito de um acordo". Ao ser questionado sobre os termos, reconheceu que ainda não há detalhes. "É um pouco complexa, mas vamos explicá-la mais adiante", disse.

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O presidente indicou que o acordo envolve interesses estratégicos dos Estados Unidos, incluindo direitos minerais e a participação da Groenlândia no sistema de defesa antimísseis defendido por seu governo, o chamado "Golden Dome".  Trump confirmou que, diante do avanço das negociações, as tarifas não entrarão mais em vigor, sendo que entrariam em 1º de fevereiro. 

Em uma nota divulgada nas redes sociais, o presidente reforçou que a conversa com Rutte foi "muito produtiva" e ampliou o alcance da negociação para toda a Região Ártica. Segundo ele, o acordo beneficiaria tanto os Estados Unidos quanto os países da Otan. Trump também afirmou que novas discussões sobre o Golden Dome estão em andamento e que as negociações ficarão sob responsabilidade do vice-presidente JD Vance, do secretário de Estado Marco Rubio e do enviado especial Steve Witkoff, entre outros assessores.

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O anúncio representa uma reviravolta em meio à polêmica gerada pelas repetidas manifestações de Trump sobre a intenção de incorporar a Groenlândia aos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o governo chegou a fazer alusão a uma investida militar, apesar de ser às custas de uma aliada, a Dinamarca.

Anteriormente, autoridades dinamarquesas e groenlandesas rejeitaram publicamente qualquer negociação, reiterando que a ilha não está à venda. Além disso, países europeus da Otan reforçaram sua presença militar na região.

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Fonte: Portal Terra
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