O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta terça-feira, 10, que o assessor sênior do governo de Donald Trump, Darren Beattie, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.
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De acordo com os advogados do ex-presidente, o representante norte-americano estará em Brasília por um período curto, em razão de compromissos oficiais no País, o que impediria que a visita ocorresse nos dias normalmente reservados para esse tipo de encontro no presídio.
"O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)", afirmou a defesa de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo informações da GloboNews, na permissão, Moraes determinou que a visita deverá acontecer no próximo dia 18, das 8h às 10h. Beattie também recebeu autorização para ser acompanhado por intérprete, que deverá ser previamente informado.
Quem é Darren Beattie
De acordo com o perfil publicado no site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie é descrito como alguém "apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano".
Antes de ocupar um cargo no governo, Beattie atuava como empresário da área de mídia e estrategista político, mas possui histórico em cargos públicos. Já trabalhou como redator de discursos e assessor político da Casa Branca, além de ter sido nomeado pelo presidente para a Comissão para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior.
Ex-professor, Beattie lecionou teoria política na Universidade Duke e na Universidade Humboldt de Berlim e possui. Nomeado para o cargo atual no mês passado, ele passou a ser responsável por conduzir as políticas e iniciativas de Washington voltadas ao relacionamento com Brasília. Beattie também costuma fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo da trama golpista.
Além da função relacionada ao Brasil, o assessor atua como chefe interino do Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais e preside o Instituto de Paz dos Estados Unidos, organização nacional financiada pelo Congresso americano e dedicada à mediação e resolução de conflitos internacionais.
Em julho de 2025, Beattie afirmou nas redes sociais que Moraes seria "o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro". À época, o Itamaraty convocou o principal diplomata dos EUA em Brasília para prestar esclarecimentos sobre as declarações. (*Com informações do Estadão Conteúdo).