O Departamento do Tesouro dos EUA ampliará as sanções secundárias contra países e entidades que comercializam com o Irã, intensificando a pressão econômica sob o governo de Donald Trump. Chamada de "Dia D econômico", a medida busca forçar o fim do bloqueio no Estreito de Ormuz. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertará que as nações devem cortar relações com Teerã ou arriscarão a exclusão de suas empresas e entidades do sistema financeiro baseado no dólar.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos deve ampliar o escopo das sanções secundárias que pode impor a entidades e países que mantêm laços comerciais com o Irã, à medida que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, busca, nesta segunda-feira, aumentar a pressão econômica sobre Teerã, informou à Reuters uma fonte a par dos planos.
A medida visa dar um aviso final aos países para que rompam seus laços comerciais com o Irã, em um esforço para forçar o fim do conflito de quase seis meses que tem bloqueado o Estreito de Ormuz e as exportações de energia do Golfo Pérsico, disse a fonte, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a se pronunciar publicamente sobre o assunto.
Espera-se que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anuncie mais detalhes sobre as medidas contra o Irã nesta segunda-feira, em uma coletiva de imprensa às 14h (horário de Brasília). A fonte disse que Bessent também pretende apresentar uma visão geral mais ampla da campanha de pressão econômica contra o Irã — que ele e Trump descreveram como um "Dia D econômico" — e deixará claro aos países que eles devem se aliar aos EUA ou correrão o risco de ter empresas e entidades importantes excluídas do sistema financeiro baseado no dólar.