O atraso na aprovação de um orçamento militar especial de US$40 bilhões corre o risco de causar uma "ruptura" na linha conjunta de defesa contra a China, disse o ministro da Defesa de Taiwan na quarta-feira, enquanto o presidente Lai Ching-te insta o Parlamento controlado pela oposição a aprovar a medida de gastos.
No ano passado, Lai propôs o reforço da defesa para combater a China, que considera a ilha como seu próprio território. Mas a oposição se recusou a analisar a proposta e, em vez disso, apresentou suas próprias propostas, menos onerosas, que financiam apenas algumas armas dos EUA.
O principal partido da oposição, o Kuomintang (KMT), cujo vice-presidente visitou Pequim na semana passada, disse que apoia os gastos com defesa, mas não assinará "cheques em branco" e tem o direito de examinar minuciosamente a legislação, culpando Lai pelo impasse.
Em declarações aos jornalistas no gabinete presidencial, Lai afirmou que nunca pediu aos parlamentares que aprovassem os gastos incondicionalmente, reiterando que o governo teria todo o prazer em fornecer uma explicação detalhada sobre os seus planos.
"Mas a defesa nacional, tão intimamente ligada à segurança nacional, à soberania e à nossa própria sobrevivência, deve ser uma área em que nos unimos e apresentamos uma frente comum ao exterior", disse Lai.
Países como Japão, Coreia do Sul e Filipinas estão aumentando seus gastos com defesa, acrescentou.