Uma mulher suspeita de ter cometido um atentado a bomba em Mônaco na semana passada, que feriu gravemente um empresário nascido na Ucrânia, foi encontrada morta na Ucrânia, e um oficial da inteligência militar foi preso em conexão com o assassinato dela, informaram autoridades nesta terça-feira.
O corpo de Anastasiia Berezovska, cidadã ucraniana procurada pela Interpol pelo atentado de 29 de junho, foi encontrado com ferimentos de bala na cabeça e cartuchos de pistola nas proximidades, informou a Procuradoria-Geral da Ucrânia em comunicado no Telegram.
Dois homens foram detidos sob suspeita de terem matado Berezovska, incluindo um funcionário do serviço de inteligência militar da Ucrânia (HUR) e um ex-policial, segundo a nota.
Os dois homens haviam se comunicado com Berezovska após ela retornar à Ucrânia em 1º de julho e fizeram transferências repetidas para suas contas de criptomoedas e bancárias, segundo o comunicado.
O funcionário do HUR confessou ter assassinado Berezovska, de 39 anos, junto com o outro réu, informou a Procuradoria-Geral.
"Ele também afirmou que não havia informado seus superiores sobre seus contatos com Berezovska, as transferências de dinheiro ou qualquer outra de suas ações, e que agiu por iniciativa própria", diz o comunicado.
Os dois homens foram presos sob suspeita de cometerem homicídio e também são suspeitos de estarem envolvidos no atentado em Mônaco, segundo o comunicado.
Durante uma busca na residência do ex-agente da polícia foi descoberta uma sala no porão que se assemelhava a uma câmara de tortura, acrescentou o comunicado.
Berezovska era procurada pelas autoridades de Mônaco sob as acusações de tentativa de homicídio, colocação de um dispositivo explosivo em local público com intenção criminosa e conspiração criminosa.
As autoridades policiais estão trabalhando para identificar quem ordenou o ataque em Mônaco e quaisquer outras pessoas envolvidas no caso.