Após 47 anos, os EUA retiraram a Síria e o grupo Hayat Tahrir al-Sham da lista de terrorismo, removendo barreiras para investimentos estrangeiros. O presidente sírio, Ahmad al-Chareh, comemorou a decisão histórica e agradeceu a Donald Trump, destacando o foco na reconstrução do país após anos de guerra. Segundo Washington, a medida visa promover a prosperidade e reintegrar a economia síria ao sistema financeiro mundial, abrindo caminho para a atração de capital privado e tecnologia global.
O presidente sírio, Ahmad al-Chareh, também comemorou a decisão, afirmando que seu país se livrou de um "fardo pesado" e pode agora "virar a dolorosa página do passado" para se concentrar no desenvolvimento e na reconstrução. Ele agradeceu ao presidente americano Donald Trump e aos países que apoiaram a Síria.
Washington anunciou na segunda-feira a retirada da Síria da lista, na qual o país figurava havia 47 anos. A classificação representava um importante obstáculo aos investimentos estrangeiros.
Os Estados Unidos também retiraram o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo Front al-Nosra, da lista de organizações e indivíduos classificados como terroristas. O grupo, que já foi ligado à Al-Qaeda na Síria, rompeu com a organização em 2016 e passou a se chamar HTS. Ahmad al-Chareh foi seu líder.
"Caminho para a prosperidade"
Anunciada no início de julho pelo governo americano, a medida é apresentada por Washington como uma forma de favorecer a recuperação econômica e a reintegração da Síria à economia mundial. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a decisão oferece aos sírios "um caminho para a prosperidade" e elimina os principais obstáculos aos investimentos privados no país.
As novas autoridades sírias consideram a decisão um importante avanço diplomático e econômico. O ministro das Relações Exteriores, Assaad al-Chaibani, classificou-a como uma "etapa histórica". O ministro das Finanças, Mohammed Barnieh, afirmou que a medida pode facilitar a integração da Síria ao sistema econômico e financeiro mundial, atrair investimentos e tecnologia e apoiar a reconstrução de um país devastado por mais de uma década de guerra.
Com AFP