A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que os EUA apoiam a realização de eleições presidenciais no país para o próximo ano, com respaldo do secretário de Estado Marco Rubio para uma votação até 2027. Em seu retorno à Venezuela, Machado defendeu a renovação do Conselho Nacional Eleitoral e o direito de voto a todos, enquanto o ex-presidente Nicolás Maduro segue preso nos EUA. Ela evitou comentar falas polêmicas de Donald Trump sobre sua liderança e o futuro da nação.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado, em suas primeiras declarações substanciais desde que voltou ao país no fim de semana, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos sugeriram que as eleições presidenciais no país ocorram no próximo ano, um cronograma que ela própria já havia apoiado anteriormente.
Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, disse que garantirá que todos os venezuelanos com direito a voto possam votar em qualquer eleição futura.
"As declarações do Departamento de Estado nos últimos dias... sobre os próximos passos são muito claras", incluindo a nomeação imediata de um Conselho Nacional Eleitoral renovado, o cumprimento dos prazos constitucionais e a realização de uma eleição presidencial no próximo ano, disse Machado, acrescentando que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apoiou a realização da votação em 2027.
A líder da oposição, de 59 anos, retornou à Venezuela no domingo, após várias tentativas frustradas ao longo deste ano. Machado, a figura mais popular da oposição no país, foi impedida de concorrer às eleições de 2024, mas seu representante obteve uma vitória esmagadora, de acordo com os resultados divulgados pela oposição na época.
As instituições venezuelanas, no entanto, apoiaram o presidente Nicolás Maduro, que foi preso em uma operação dos EUA em janeiro. Ele e sua esposa agora enfrentam acusações de tráfico de drogas e tortura nos EUA, que ambos negam.
Ao responder a perguntas de repórteres em uma coletiva de imprensa televisionada em Caracas, Machado evitou se pronunciar quando questionada sobre comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, feitos em janeiro — quando ele afirmou que ela não tinha apoio suficiente para liderar o país imediatamente — e nesta semana, quando sugeriu que a Venezuela poderia se tornar o 51º Estado dos Estados Unidos.