EUA propuseram eleições na Venezuela para 2027, diz líder da oposição

29 out 2026 - 14h40
(atualizado às 15h46)
Resumo
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que os EUA apoiam a realização de eleições presidenciais no país para o próximo ano, com respaldo do secretário de Estado Marco Rubio para uma votação até 2027. Em seu retorno à Venezuela, Machado defendeu a renovação do Conselho Nacional Eleitoral e o direito de voto a todos, enquanto o ex-presidente Nicolás Maduro segue preso nos EUA. Ela evitou comentar falas polêmicas de Donald Trump sobre sua liderança e o futuro da nação.

‌A líder da oposição venezuelana María Corina Machado, em suas primeiras declarações substanciais desde que voltou ao país no fim de semana, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos sugeriram que as eleições presidenciais ⁠no país ocorram no próximo ano, um cronograma que ‌ela própria já havia apoiado anteriormente.

Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, disse que garantirá que ‌todos os venezuelanos com direito a ‌voto possam votar em qualquer eleição futura.

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"As ⁠declarações do Departamento de Estado nos últimos dias... sobre os próximos passos são muito claras", incluindo a nomeação imediata de um Conselho Nacional Eleitoral renovado, o cumprimento dos prazos constitucionais e a realização de uma ‌eleição presidencial no próximo ano, disse Machado, acrescentando que ‌o secretário de ⁠Estado dos ⁠EUA, Marco Rubio, apoiou a realização da votação em 2027.

A ⁠líder da oposição, de ‌59 anos, retornou ‌à Venezuela no domingo, após várias tentativas frustradas ao longo deste ano. Machado, a figura mais popular da oposição no país, foi impedida de concorrer ⁠às eleições de 2024, mas seu representante obteve uma vitória esmagadora, de acordo com os resultados divulgados pela oposição na época.

As instituições venezuelanas, no entanto, apoiaram o presidente ‌Nicolás Maduro, que foi preso em uma operação dos EUA em janeiro. Ele e sua esposa agora enfrentam ⁠acusações de tráfico de drogas e tortura nos EUA, que ambos negam.

Ao responder a perguntas de repórteres em uma coletiva de imprensa televisionada em Caracas, Machado evitou se pronunciar quando questionada sobre comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, feitos em janeiro — quando ele afirmou que ela não tinha apoio suficiente para liderar o país imediatamente — e nesta semana, quando sugeriu que a Venezuela poderia se tornar o 51º Estado dos Estados Unidos.

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