'Posso fazer o que quiser', diz Trump após decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas

Presidente chamou de 'ridícula' decisão dos ministros e acusou membros do colegiado de ser influenciado por interesses estrangeiros

20 fev 2026 - 15h58
(atualizado às 16h11)
A Suprema Corte dos EUA derrubou, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por Trump a mais de 180 países
A Suprema Corte dos EUA derrubou, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por Trump a mais de 180 países
Foto: Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 20, que "pode fazer o que quiser" sobre a imposição de tarifas globais e acusou, sem provas, que a Suprema Corte é influenciada por interesses estrangeiros. A fala ocorreu em coletiva de imprensa  logo após o colegiado decidir, por 6 a 3, que é ilegal as tarifas impostas pelo governo americano

Trump chamou de “ridícula” a decisão da maioria dos ministros e disse que considera a decisão "profundamente decepcionante" e que países estrangeiros estão comemorando, mas que isso não durará muito tempo. 

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Como de costume, Trump embora com tom mais calmo, não recuou e prometeu usar outros mecanismos para atingir seus objetivos. O republicano afirmou que existem outros métodos que ele pode usar para impor tarifas, além do método que o tribunal considerou inconstitucional. Mais cedo ele falou em plano 'B'

Durante a coletiva, pela rede social Truth, o presidente anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre importações.

Entenda decisão 

Suprema Corte dos EUA decide que aumento de tarifas imposto por Trump é ilegal
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Segundo a decisão  da Suprema Corte, Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas de importação generalizadas contra países do mundo todo, enfraquecendo uma das principais bandeiras do republicano desde que ele retornou ao poder.

Por placar de seis votos a três, o colegiado, de maioria conservadora, estabeleceu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência, usada por Trump para justificar as barreiras comerciais, não o autoriza a impor tarifas, cuja definição é prerrogativa do Congresso.

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Essa legislação data de 1977 e permite ao chefe de Estado enfrentar "ameaças extraordinárias" por meio da "regulamentação da importação" de "mercadorias estrangeiras", porém não faz referência a tarifas alfandegárias, que se tornaram o principal instrumento de política externa e comercial de Trump.

No ano passado, o presidente utilizou essa lei de forma sem precedentes na história americana para tarifar as importações de praticamente todos os países do mundo, inclusive aliados históricos dos EUA. As mercadorias do Brasil, por exemplo, arcam com uma alíquota de 50%, embora uma longa lista de exceções tenha esvaziado a medida ao longo dos meses.

Na coletiva desta sexta, Trump disse que usou tarifas ao longo do último ano para tornar a América grande novamente, antes de citar os índices de ações Dow Jones e S&P, que "recentemente ultrapassaram os 50.000 pontos no Dow e os 70.000 no S&P".

Fonte: Portal Terra
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