Justiça dos EUA mantém condenação de R$ 1,2 bilhão à Tesla após morte em caso ligado ao Autopilot

Acidente ocorreu em abril de 2019, deixando uma pessoa gravemente ferida e uma vítima fatal

20 fev 2026 - 16h45
Carro envolvido em acidente é Model S, da Tesla, equipado com Autopilot
Carro envolvido em acidente é Model S, da Tesla, equipado com Autopilot
Foto: Divulgação/Tesla

A Justiça Federal dos Estados Unidos manteve a condenação imposta à Tesla de pagar US$ 243 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) por ter responsabilidade em um acidente ocorrido em 2019, com Model S equipado com Autopilot. A informação é da agência de notícias Reuters.

Na ocasião, uma jovem de 22 anos perdeu a vida e seu namorado ficou em estado grave. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira, 20, e acompanha a sentença dada por um júri da Flórida, em agosto de 2025. 

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Na época, a empresa, comandada por Elon Musk, recorreu da decisão, mas a juíza Beth Bloom afirmou que as provas apresentadas durante o julgamento “mais do que sustentaram” o veredicto anterior, além de declarar que a companhia não apresentou novos argumentos. A Tesla deve apresentar um novo recurso. 

Até o momento, os advogados da empresa não se manifestaram sobre o caso. 

O acidente

O caso aconteceu em 25 de abril de 2019, quando George McGee dirigia seu carro a aproximadamente 100 km/h. Em determinado momento, ele atravessou um cruzamento e colidiu com um Chevrolet Tahoe, estacionado no acostamento, onde estavam as vítimas, Naibel Benavides Leon e ao ex-namorado dela, Dillon Angulo.  

Relatos apontam que quando houve a colisão, o motorista teria se abaixado para pegar um celular que caiu no chão do veículo e que não recebeu qualquer alerta do carro antes de avançar um sinal de parada e um semáforo. 

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“A única maneira de o júri ter decidido contra a Tesla foi identificando uma falha no software do Autopilot”, afirmou Philip Koopman, professor de engenharia da Universidade Carnegie Mellon e especialista em tecnologia autônoma. “Isso é relevante”. 

Em um comunicado, a Tesla responsabilizou única e exclusivamente McGee. “Para deixar claro, nenhum carro em 2019 — e nenhum atualmente — teria evitado esse acidente”, afirmou a empresa. 

“Nunca se tratou do Autopilot; foi uma narrativa criada pelos advogados das vítimas, culpando o veículo quando o motorista — desde o início — admitiu e assumiu a responsabilidade.”

O júri decidiu pelas indenizações compensatórias de US$ 19,5 milhões ao espólio da jovem e de US$ 23,1 milhões ao ex-namorado dela, além de US$ 200 milhões em danos punitivos, a serem divididos entre eles. 

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Fonte: Portal Terra
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