Polícia revista mansão da realeza em meio a investigação sobre irmão do rei Charles

20 fev 2026 - 08h45

A polícia britânica revistou na sexta-feira a antiga mansão do irmão mais novo do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, depois que uma foto do membro da realeza saindo de uma delegacia de polícia foi publicada em jornais de todo o mundo.

Mountbatten-Windsor foi detido na quinta-feira, seu aniversário ⁠de 66 anos, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo ‌público, devido a alegações de que ele enviou documentos confidenciais do governo ao financista Jeffrey Epstein, quando era enviado comercial.

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O ex-príncipe foi ‌liberado sob investigação após ficar detido pela polícia ‌por mais de 10 horas. Ele não foi acusado de ⁠nenhum crime, mas parecia assombrado em uma foto da Reuters após sua libertação, encurvado no banco de trás de um Range Rover, com os olhos vermelhos e uma expressão de descrença no rosto.

A foto de um homem que já foi um elegante oficial da Marinha e filho ‌favorito da falecida rainha Elizabeth foi publicada na primeira página de jornais no ‌Reino Unido e em ⁠todo o mundo, ⁠acompanhada de manchetes como "Queda".

Mountbatten-Windsor sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein, um criminoso ⁠sexual condenado que tirou a ‌própria vida em 2019, e ‌disse que se arrepende de sua amizade. Mas a divulgação de milhões de documentos pelo governo dos Estados Unidos mostrou que ele continuou amigo de Epstein muito tempo depois que o financista foi ⁠condenado por solicitar prostituição de uma menor em 2008.

Esses arquivos sugeriram que Mountbatten-Windsor havia encaminhado a Epstein relatórios do governo britânico sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e avaliações do Vietnã, Cingapura e outros lugares que ele havia visitado como ‌representante especial do governo para comércio e investimento.

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A prisão do membro sênior da realeza, oitavo na linha de sucessão ao trono, é algo ⁠sem precedentes nos tempos modernos. O último membro da família real a ser preso no Reino Unido foi Carlos 1º, que foi decapitado em 1649 após ser considerado culpado de traição.

O rei Charles, que tirou de seu irmão o título de príncipe e o expulsou de sua casa em Windsor no ano passado, disse na quinta-feira que recebeu a notícia da prisão com "profunda preocupação".

"Deixe-me afirmar claramente: a lei tem que seguir seu curso", afirmou o rei. "O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes."

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