O Paraguai ratificou de forma definitiva o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) na última terça-feira (17), tornando-se o último membro fundador do bloco sul-americano a concluir o trâmite legislativo do documento.
Com 58 votos favoráveis, a Câmara dos Deputados do país aprovou o texto por unanimidade e o encaminhou ao Executivo, por meio do Ministério das Relações Exteriores, para promulgação e notificação oficial às partes.
Segundo o jornal La Nación, resta agora apenas a assinatura do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que já classificou o acordo como uma decisão estratégica em meio ao atual cenário de tensões globais.
"Avançar na cooperação entre regiões que compartilham valores e uma visão aberta ao comércio internacional envia um sinal muito importante ao mundo", afirmou ele recentemente, em um fórum do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Assunção.
O acordo comercial entre a UE e o Mercosul estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global e mais de 700 milhões de consumidores. Além disso, prevê a redução gradual de tarifas de importação sobre produtos industriais e agropecuários.
Negociado desde 1999, o tratado visa fortalecer a integração econômica entre os dois blocos, promovendo o comércio, o investimento e a cooperação.
Para o Parlamento do Paraguai, o acordo é "histórico" devido às oportunidades de acesso a mercados com alto poder aquisitivo e ao potencial para aumento do investimento europeu.
O pacto, assinado em janeiro passado em Assunção, já havia sido ratificado pelos parlamentos dos demais membros fundadores do Mercosul ? Brasil, Argentina e Uruguai.