Papa reconhece virtudes heroicas de padre belga que atuou em MG

Leão XIV conferiu ao religioso Júlio Maria De Lambaerde título de 'venerável'

19 jun 2026 - 18h25

O papa Leão XIV reconheceu, na última quinta-feira (18), as virtudes heroicas do padre Júlio Maria De Lombaerde, missionário belga que dedicou grande parte de sua vida à evangelização e às obras sociais no Brasil.

    Com a decisão, o religioso passa a receber o título de "venerável", uma das etapas mais significativas no processo de canonização da Igreja Católica.

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    A autorização para a promulgação do decreto ocorreu durante audiência concedida pelo pontífice ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro. O reconhecimento foi divulgado pelo Vatican News, portal oficial do Vaticano.

    Nascido como Júlio Emílio Alberto De Lombaerde, em 7 de janeiro de 1878, na cidade de Waregem, na Bélgica, o sacerdote ingressou na Congregação dos Missionários da Sagrada Família e adotou o nome "Júlio Maria" por devoção à Virgem Maria. Chegou ao Brasil em 1913, onde desenvolveu intensa atividade missionária.

    Durante 32 anos de atuação no país, dedicou 16 anos às regiões Norte e Nordeste ? incluindo trabalhos no atual estado do Amapá ? e outros 16 anos em Minas Gerais. Naturalizado brasileiro, destacou-se como evangelizador, escritor e fundador de importantes obras religiosas e sociais.

    Entre suas realizações estão a fundação da Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria, da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

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    Também escreveu dezenas de livros voltados à catequese e à apologética católica, além de contribuir para a criação de hospitais, escolas, patronatos, jornais e albergues destinados à população mais vulnerável.

    Padre Júlio Maria morreu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, nas proximidades do atual município de Alto Jequitibá, em Minas Gerais, aos 66 anos.

    Além do reconhecimento das virtudes heroicas do religioso belga, Leão XIV autorizou a promulgação de outros decretos relativos a causas de santos.

    Entre eles está o reconhecimento do martírio de Juan Torres Torres e 19 companheiros, sacerdotes diocesanos assassinados entre agosto e setembro de 1936, durante a perseguição religiosa ocorrida na Guerra Civil Espanhola. Com o decreto, os 20 religiosos poderão ser beatificados.

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    O pontífice também reconheceu as virtudes heroicas de outras quatro religiosas: Maria Teresa Tallon, fundadora da Congregação das Visitadoras Paroquiais de Maria Imaculada, nos Estados Unidos; Maria Agnese Tribbioli, fundadora das Irmãs Pias Operárias de São José, na Itália; Clara Andreu y Malferit, monja jerônima espanhola do século XVII; e Maria Petra Giordano, religiosa italiana falecida em 2006. .

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