A defesa de Luigi Mangione desistiu de apresentar ao júri a alegação de que o ítalo-americano estava em "perturbação emocional extrema" quando assassinou, a sangue frio, o CEO da UnitedHealth Group, Brian Thompson, em Manhattan, nos Estados Unidos, em 2024.
A mudança foi oficializada na quinta-feira (18) ao juiz do estado de Nova York, Gregory Carro, um dia depois de os advogados anunciarem em audiência que seguiriam por este caminho.
No entanto, devido à pressão do tribunal para que a equipe do réu apresentasse documentos médicos que comprovassem a tese, a defesa renunciou a essa linha.
Na quarta (17), Carro afirmou que planejava liberar os registros relacionados a este tipo de defesa em casos de homicídio. Mas com desistência dos advogados, o juiz declarou que manteria os arquivos em sigilo.
Se aceita pelo tribunal, a estratégia de "perturbação emocional extrema" permite que uma acusação de homicídio doloso seja reduzida para homicídio culposo, acarretando em uma pena de detenção muito menor ao réu.
O julgamento de Mangione no estado de Nova York está marcado para começar em 8 de setembro. Ele corre risco de ser condenado à prisão perpétua.