O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, informou o governo do país nesta quinta-feira (9).
De acordo com o último balanço, não houve alterações entre os feridos (16.740) e nem nas pessoas retiradas com vida dos escombros (6.462).
As estatísticas divulgadas pelo chefe da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, revelam que 856 edifícios foram danificados, dos quais 190 desabaram completamente.
"86.794 famílias receberam assistência, 9,6 milhões de quilos de alimentos foram distribuídos e 27.398 pacientes foram atendidos", afirmou Rodríguez.
Em meio ao caos no país, as autoridades venezuelanas instalaram um cemitério de emergência para acomodar as vítimas dos tremores de 24 de junho no norte da nação.
Localizado a cerca de uma hora de carro de La Guaira ? a região mais atingida pelos abalos sísmicos ?, a necrópole foi estabelecida ao lado do cemitério La Esperanza para lidar com o resgate contínuo de corpos dos escombros.
Segundo fontes citadas em uma reportagem da BBC, não se trata de uma vala comum: cada vítima é sepultada individualmente, com uma cruz e um código de identificação, e documentada com fotografias para permitir uma localização futura. Quase 300 corpos permanecem sem identificação.
Há mais de dez dias, escavadeiras e maquinário pesado trabalham ininterruptamente para preparar novas sepulturas, enquanto caminhões continuam transportando vítimas resgatadas de prédios desabados.
O acesso ao cemitério é restrito a pessoal autorizado e voluntários envolvidos nas operações, e a presença de familiares nos sepultamentos não é permitida.