Netanyahu pede para oposição excluir árabes e formar 'governo de união nacional'

Já o partido de Eisenkot cobrou que o premiê dissolva aliança com 'extremistas'

7 nov 2026 - 16h28
(atualizado às 16h47)
Resumo
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, propôs à oposição um governo de união nacional, desde que partidos árabes sejam excluídos da aliança liderada por Gadi Eisenkot. Em contrapartida, a oposição exigiu que Netanyahu rompa com seus aliados extremistas. A disputa antecede a decisão do presidente Isaac Herzog sobre quem liderará o novo Executivo, após eleições que terminaram sem uma maioria parlamentar clara.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convidou neste sábado (7) os partidos do chamado "bloco da mudança" a formar um governo de unidade nacional com as legendas de sua coalizão.

    A declaração chega após a aliança de oposição liderada pelo general Gadi Eisenkot ter recebido o apoio de 67 dos 120 parlamentares eleitos para o Knesset, incluindo 19 de partidos árabes.

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    Segundo Netanyahu, um Executivo formado com o aval de representantes da comunidade árabe destruiria o país. "Um governo dependente de islamitas desmantelaria o Estado de Israel por dentro, tal como vem ocorrendo em países europeus, e de uma forma muito pior", afirmou o premiê em um discurso gravado.

    No entanto, de acordo com o primeiro-ministro, esse gabinete de união nacional teria de incluir todas as atuais forças da situação, incluindo partidos ultraortodoxos e ultranacionalistas religiosos. Netanyahu não sugeriu quem lideraria esse governo.

    Pouco depois, o partido de Eisenkot, o Yashar, publicou uma mensagem no X cobrando que o Likud, legenda de direita liderada pelo atual premiê, "anuncie publicamente a dissolução de sua coalizão com extremistas" e expresse a "disposição de integrar um governo" encabeçado pelo general.

    A movimentação chega na véspera do anúncio do presidente Isaac Herzog sobre quem será encarregado de formar o próximo Executivo após as eleições da semana passada, que não resultaram em uma maioria clara no Parlamento.

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    O bloco de Netanyahu conquistou 53 cadeiras; a coalizão de Eisenkot, 48; e os partidos árabes, 19. Durante as consultas com Herzog, uma das integrantes da base governista, a aliança ultraortodoxa Judaísmo Unido da Torá (UTJ), se absteve, indicando uma possível abertura a negociar com Eisenkot.

    Essas foram as primeiras eleições em Israel após os atentados terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023. .

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