Mundo está muito aquém da meta de restauração de ecossistemas, diz ONU

29 out 2026 - 11h54
Resumo
Segundo a ONU, o mundo restaurou apenas 252 milhões de hectares degradados, distante da meta de 1 bilhão até 2030 firmada no Acordo de Kunming-Montreal. Embora a recuperação terrestre avance, puxada pela Ásia e China, os ecossistemas aquáticos têm progresso limitado. Para atingir o objetivo, o financiamento anual deve subir de US$ 64 bilhões para US$ 296 bilhões, investimento crucial para proteger a economia global, capturar 30% do CO₂ industrial e evitar 60% das extinções de espécies.

A restauração está ‌em andamento em 252 milhões de hectares de ecossistemas degradados em 149 países, informou na quinta-feira a agência ambiental das Nações Unidas, um número muito aquém da meta global de ⁠1 bilhão de hectares até 2030.

Como parte do ‌Acordo Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado no final de 2022, os países concordaram ‌em restaurar cerca de 1 ‌bilhão de hectares de território degradado ⁠até 2030 e garantir que pelo menos 30% dos ecossistemas mundiais estivessem sob proteção efetiva.

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Dos 252 milhões de hectares atualmente em restauração, 192,2 milhões de hectares estão na Ásia, liderados pela ‌China com 127,4 milhões de hectares, de ‌acordo com o ⁠Relatório de ⁠Progresso da Restauração da ONU, publicado durante uma nova ⁠rodada de negociações ‌sobre biodiversidade em ‌Yerevan, na Armênia.

A restauração terrestre atingiu quase a metade da meta para 2030, mas houve progresso limitado nos ecossistemas de água doce ⁠e marinhos, apesar das taxas mais rápidas de degradação.

O relatório acrescentou que o financiamento anual para a restauração precisa aumentar de US$64 bilhões para US$296 ‌bilhões até 2030, incluindo US$87 bilhões para a agrossilvicultura, US$52 bilhões para o reflorestamento restaurativo ⁠e US$44 bilhões para a restauração de turfeiras.

Segundo o relatório, há fortes argumentos econômicos para aumentar os gastos, já que mais da metade do produto interno bruto global é gerado por atividades econômicas altamente dependentes da natureza.

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A restauração de 15% dos ecossistemas prioritários do mundo também poderia capturar e armazenar 30% das emissões industriais de CO₂ e evitar 60% das extinções de espécies, de acordo com o relatório.

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