MP italiano pede 3 anos e meio de prisão para mulher acusada de extorquir Berlusconi

Giovanna Rigato teria exigido 1 milhão de euros ao ex-premiê

13 out 2026 - 10h05
(atualizado às 10h46)
Resumo
O Ministério Público italiano pediu três anos e meio de prisão para Giovanna Rigato por tentar extorquir 1 milhão de euros do ex-premiê Silvio Berlusconi, sob ameaça de denúncias prejudiciais à sua imagem. A defesa pleiteia a absolvição ou prescrição, alegando ausência de dolo e que Rigato apenas buscava reparação legítima por danos à sua carreira e reputação decorrentes do escândalo midiático do caso Ruby. Representado pelos filhos de Berlusconi como partes civis, o julgamento segue em novembro.

O Ministério Público de Monza pediu nesta terça-feira (13) uma pena de 3 anos e seis meses de prisão para Giovanna Rigato, acusada de tentativa de extorsão contra o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, morto em junho de 2023.

Segundo a acusação, ela teria exigido 1 milhão de euros do ex-premiê, ameaçando fazer declarações aos magistrados que poderiam prejudicar sua imagem caso o pagamento fosse recusado.

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A defesa de Rigato pediu a absolvição, argumentando que a conduta atribuída à acusada não constitui crime. O advogado Stefano Gerunda solicitou que o episódio seja reclassificado como exercício arbitrário das próprias razões, hipótese que, segundo a defesa, levaria à prescrição do delito.

Durante a audiência realizada nesta terça-feira (13), em Monza, Gerunda rejeitou a interpretação da acusação e afirmou que sua cliente não tinha intenção de praticar extorsão.

De acordo com o advogado, Rigato acreditava ter direito a uma compensação financeira pelos prejuízos que afirma ter sofrido em razão da repercussão midiática dos chamados "jantares de Arcore" e de seu envolvimento no processo conhecido como "Ruby", em que Berlusconi foi absolvido dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder.

A defesa enfatizou que a associação de Rigato às mulheres frequentemente identificadas como "Olgettine de Berlusconi" - mulheres que participavam de suas festas - prejudicou sua reputação e sua carreira na televisão. A acusada teria perdido o emprego e sido excluída de programações televisivas, além de ter apresentado queixas por difamação que acabaram arquivadas.

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O advogado sustentou ainda que Rigato se sentiu desamparada e enganada em relação ao apoio que Berlusconi teria prometido.

Nesse contexto, ela teria passado a considerar que tinha direito a uma reparação financeira pelos danos sofridos, sem compreender sua conduta como uma prática ilícita.

Os cinco filhos de Berlusconi participam do processo como partes civis. O julgamento será retomado em 18 de novembro, quando estão previstas as alegações de réplica.

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